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domingo, 27 de abril de 2014

Julgamento de Socrates



O julgamento do filosofo Sócrates, acusado de não acreditar nos deuses da cidade e de corromper os jovens é narrado no livro "Apologia de Sócrates" de Platão. Durante o julgamento Sócrates usa de sua excepcional oratória para formular uma defesa brilhante e bela.

Antes de começar sua defesa propriamente Sócrates conta uma historia. Quando havia visitado o oráculo a pitonisa (sacerdotisa) havia afirmado, e esta fazia suas profecias por intermédio dos deuses, que Sócrates era o mais sábio entre os homens. O filosofo fica alarmado com a resposta e se indaga "como posso ser o mais sábio se nada sei?" sem conseguir decifrar o verdadeiro significado das palavras da pitonisa (mas não sem deixar de acreditar nelas, pois ela era a porta-voz dos deuses) Sócrates foi atrás de um político a qual julgava pessoa excelente e inteligente, e esperava que este lhe esclarecesse aquele enigma.

Qual não foi a decepção de Sócrates ao conversar com aquele homem e perceber que ele também nada sabia, mas apenas fingia saber. Sócrates percebeu que era realmente mais sábio que ele, pois ao menos admitia sua ignorância. Mas mesmo assim não desistiu, foi atrás de vários políticos, porem constatou o mesmo em todos eles. Procurou também os grandes poetas e ate os simples artificies, mas todos se gabavam de conhecimentos que realmente não tinham, e, finalmente Sócrates compreendeu as palavras do oráculo. Ele era realmente o mais sábio dentre os homens, pois era o único que admitia sua ignorância.

É preciso esclarecer porem um ponto, Sócrates não acreditava que o saber humano de nada valia, mas, acreditava que esse saber era superfulo em comparação ao saber dos deuses, que esses eram realmente sábios. As pessoas que nada sabem, ou que acham que sabem, são tolas, os deuses por já terem o verdadeiro conhecimento não precisam filosofar, os filósofos são então aqueles que estão no meio termo, não são tolos pois procuram a verdade, mas jamais terão a sabedoria dos deuses. É nisso que Sócrates acredita e expressa durante seu julgamento.

Voltando as acusações. Socrates como já foi dito se defende de forma excepcional. Diz que as pessoas procuram sempre o bem e não o mal, e se os jovens o seguiam era porque estes acreditavam que ele os fazia um bem, assim não os corrompia. Estendendo esse raciocínio Socrates afirma a seus acusadores que se realmente estivesse fazendo um mal, nem ele, nem seus discípulos sabiam disso, e a atitude certa com ele seria de instrui-lo, como se instrui uma criança que não compreende o mal que faz, e não leva-lo a julgamento.

Para se defender da acusação de não acreditar nos deuses Sócrates pede para seus acusadores que confirmem que o acusavam de dizer "coisas demoniacas" o que eles fazem, em seguida usando de suas artimanhas, pergunta a eles se era possível alguém falar de "coisas relacionadas a cavalos sem que esta pessoa acreditasse em cavalos". Os acusadores respondem que isso seria um absurdo e que, se alguém falasse coisas relacionadas a cavalos consequentemente acreditava neles. Sócrates usando de sua ironia então responde "Mas então, se falo coisas demoniacas acredito em demônios e se acredito em demônios acredito também em deuses pois estes são filhos bastardos dos deles! Sendo assim sua acusações não fazem o menor sentido!".

Após terminar sua defesa não resta nada a Sócrates do que esperar o resultado do julgamento. Os juízes o condenam a morte, e mesmo frente a esse perigo e a esta injustiça o filosofo se defende com nobreza. Fala, como tanto gosta de fazer, dizendo que o além vida era desconhecido, e não era certo temer o desconhecido, nem fugir dele. Os homens deveriam fugir do que era mal e do que os corrompe, e como não sabiam se o mundo dos mortos os faria mal não havia razão de teme-los. Afirma também que não se arrependia de ter pregado suas ideias, pois fizera a vontade dos deuses, e, apenas se houvesse se omitido ai sim merecia ter sido levado ao tribunal e julgado. O filosofo da duas hipóteses para o que poderia lhe acontecer após morrer. Na primeira ele simplesmente desapareceria, sumiria, e isso não seria diferente a dormir, o que ele não tinha razões para temer. Na outra hipótese iria ao mundo dos mortos aonde seria julgado pelos verdadeiros juízes Minos e Radhamantys (Aiacos não foi citado o que me faz crer que na época ele ainda não havia sido criado e incluído nas criaturas do mundo dos mortos grego). Afirma que estes iriam julga-lo com justiça, a justiça dos deuses, que era a que realmente importava. Por fim diz que ficaria muito feliz se pudesse debater com os grandes poetas como Homero e Hesiodo no mundo dos mortos e que a morte lhe seria então algo benévolo.

É preciso ressaltar que "Apologia de Sócrates" foi escrita por Platão para homenagear seu mestre, e assim esta sujeita ao fascino e exaltação que este da ao filosofo. A historia termina com a condenação de Sócrates, mas a sua morte assim como o brilhante discurso ao qual ele expõe suas ideias sobre a imortalidade da alma é relatado no Fédon, outro romance de Platão, este coloca na boca de Sócrates suas próprias ideias, e temos que ver que os conceitos referentes aos temas discutidos na narrativa são de Platão, não de Sócrates.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Filme: 300



O filme 300 reconta a batalha de Temopilas ocorrida em 460 ac. Grande produção do cinema.

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sábado, 15 de março de 2014

Jacinto

Jacinto era um jovem muito bonito ao qual Apolo se apaixonara. O deus do arco passava todos os dias com seu amado caminhando pelas florestas juntos. A esse amor homosexual não havia entre os gregos nenhum preconceito. A relação de amor entre uma pessoa mais velha e experiente (no caso um deus) com uma pessoa mais jovem, era algo comum, e esse amor denominamos pederastia. Vale ressaltar que a pederastia era apenas o amor do homem mais experiente com um jovem ao qual era tutor, a reciprocidade desse amor pelo jovem era vista com maus olhos pelos gregos.

Voltando a historia de Jacinto, Apolo o amava e os dois desfrutavam juntos os seus dias. Em uma ocasião o deus do sol mostrava suas habilidades físicas praticando o arremesso de disco, um esporte comum e popular na Grécia. Jacinto ficara admirado com as habilidades de seu amado e vendo o disco se elevar alto nos céus correu para pega-lo quando caísse. Para a infelicidade de Jacinto o disco bateu no chão e ricocheteou acertando-o na cabeça provocando um grave ferimento. Apolo apesar de seu o deus da medicina nada pode fazer pelo rapaz que acabou morrendo, pois esse era o desejo das moiras (deusas tríplice do destino) e ate mesmo um deus deve se submeter a elas.


Apolo ficou desconsolado, e, para honrar a memoria de seu amado fez que do sangue de Jacinto nascesse uma flor e esta também se denominava Jacinto.

Neste mito podemos ver muitos dos traços comum na mitologia grego-romana. O final tragico de Jacinto é algo bastante normal, apenas mais um entre muitos casos. Podemos citar os mais famosos o amor de Artemis por Adonis, Sansão e Dalila, Zeus e Semele. Todos com finais tristes.

Outro ponto importante é a transmutação de Jacinto em flor. Tal fato se repete com Narciso e também com já citado Adonis. Muitos outros personagens da mitologia grega se tornam avores.

Os mitos de transmutação servem para explicar a origens dessas flores, o mesmo ocorre com os mitos das transformações em animais servindo para explicar a origens desses seres, como é o caso da historia de Aracne (ver postagem).

Apesar da tragédia Apolo encontrara muitos outros amores, afinal é um deus, mas a marca de seu amor por Jacinto permanecera através dos séculos perpetuada pela flor com seu nome.

(flor de Jacinto)

domingo, 9 de março de 2014

Deuses "exclusivamente" romanos

Muito se fala da mitologia grego/romana e com essa nominação mais simplista, muitas pessoas pensam que a mitologia grega e a romana são a mesma coisa. As semelhanças existem, claro, muitos dos deuses gregos apenas foram rebatizados ganhando moldes romanos, recebendo novas atribuições, mas, o que muitos não sabem é que quando Roma conquistou a Grécia (e foi conquistada por essa culturalmente) incorporou deuses novos a já rica mitologia grega.

Vamos nos ater a falar dessas divindades que foram criadas pelos romanos e não existiam na antiguidade grega. O deus Jano é um destes, este deus possui duas cabeças, uma voltada para trás (representando o passado) e outra para frente (representando o futuro). Este estranho deus representa a mudança e exatamente por isso o mês de Janeiro que inicia o ano novo deriva de seu nome.

Outro deus Roamno é Terminus, este deus é o deus das fronteiras e era comum que estátuas suas fossem colocadas nas fronteiras. Embora não sejam deuses, os lares são invenções romanas. Estes seres são familiares que protegem as casas, espíritos de ancestrais que protegem seus descendentes. Fazendo uma analogia os lares são como versões benevolas dos poltergeists,

Por ultimo a deusa Belona, divindade da guerra. Seu nome deriva do latim bellum (guerra) em algumas versões Belona é irmã do deus da guerra Marte (o Ares grego) em outras versões é sua consorte. No exterior dos templos dedicadas a essa deusa haviam colunas aos quais eram conhecidas como "colunas da guerra".

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Deusos do Olimpo - canal Parafernalha

Um vídeo do canal parafernalha sobre mitologia grega, muito bom!


Aquiles

 Um dos maiores heróis gregos, Aquiles é filho de Peleu com a nereida Tethys. Tanto Zeus como seu irmão Poseidon haviam se apaixonado pela linda Tethys, mas, após saberem por meio de uma profecia que se a nereida se unisse a um dos dois geraria um filho mais poderoso que o pai, os deuses pensaram que seria melhor unirem a mulher a um mortal, por medo de serem destronados por um de seus filhos, tal como aconteceu com o pai de ambos, Crhonos, e o pai deste, Urano.

Tethys é uma entidade poderosa das aguas, e muito respeitada por Zeus, como se vera logo adiante. A nereida ao gerar seu filho Aquiles logo soube de seu cruel destino. O herói seguiria um dentre dois caminhos. Ou morreria jovem, mas com gloria e honra sendo lembrado através dos séculos, ou, morreria velho depois de uma longa vida, mas sem a honra. Uma observação deve ser feita nesse ponto, para os gregos a honra, a força guerreira, a coragem, a nobreza. Todas essas qualidades eram vistas como o modelo, o ideal, do homem grego. O termo grego arete traduz exatamente esse modelo ideal. Com o passar dos anos o conceito de arete foi se modificando. Os diferentes poetas propunham diferentes modelos a serem seguidos. Ate mesmo os filósofos definiam como a arete a inteligência e a razão, como as qualidades maiores do homem.

Voltaremos agora a historia e aos dois caminhos que Aquiles iria seguir. Como um herói, era claro que o filho de Tethys escolheria uma vida curta, mas com gloria. Sabendo disso a nereida tentou evitar, a todo custo, esse destino cruel. Tethys banhou seu filho no rio estige, ainda quando bebe, esperando que as aguas do rio infernal abençoassem Aquiles e o tornassem invulnerável. O poder sagrado do rio teve efeito, mas por descuido a mãe segurou o filho pelo calcanhar enquanto o submergia no rio, ficando assim essa parte do corpo intocada pelas aguas e sem receber o poder sagrado do rio.

Tethys tentou fugir do destino, mas os mitos gregos revelam tão bem como isso nunca é possível. O destino, personificado pelas três deusas Moiras, é um poder que esta ate mesmo acima dos deuses, e estes devem se submeter a ele. Já Edipo tentou lutar contra o destino, que era de matar seu pai e desposar a mãe, cegando-se por fim, apesar do herói tentar fugir foi exatamente isso que aconteceu. O destino é uma força a qual ninguém pode escapar. Aquiles teria dois caminhos para escolher, mas é claro que o filho de Tethys optaria pela morte prematura, mas honrosa, assim como a mãe preverá, e nada, nem a bênção do estige, poderia mudar esse destino.

Agora que já foi explicado sobre o nascimento de Aquiles vamos falar de sua maior façanha, a participação na geurra de Troia, aonde o herói perderia a vida. A aventura épica de Aquiles é contada na Illiada, obra-prima de Homero, maior poeta grego. Aquiles comandava os mirmidoes, e, havia ido ate Illion junto com vários outros comandantes e reis, todos eles liderados por Agamenon, que por ter trazido mais navios de batalha para a guerra ganhara assim o direito de comanda os exércitos.

Não cabe aqui explicar os motivos da guerra, nos focaremos apenas na participação de Aquiles nesta. O herói era o mais poderoso dentre os guerreiros gregos, mas logo no começo da Illiada abandona a campanha por uma desavença com Agamenon, visto que este por ter sido obrigado a restituir Criseida, uma mulher que havia conseguido após um saque a uma das cidades troianas, tomara para sí Briseida, outra bela mulher, esta dada a Aquiles como saque de guerra. Novamente faremos uma breve pausa para explicar o porque dessa atitude de Aquiles. Briseida era para ele não apenas uma mulher, mas um premio por sua bravura e coragem na guerra. Agamenon ao tomar a dama para sí fere profundamente o orgulho do herói, e por isso, esta grave afronta, Aquiles se isola recusando-se a voltar a participar da guerra. Ele chama a sua mãe das aguas salgadas do mar e pede para que ela vingue essa afronta. Tethys vai ate a Zeus lhe pedindo para que a honra de seu filho seja restituida. O pai dos deuses e dos homens aceita, mas tal decisão teria graves consequências.

Assim por muito tempo Aquiles se mantem distante da batalha. Seu isolamento só é quebrado quando morre em batalha Patroclo, escudeiro leal e melhor amigo de Aquiles. Tudo fora planejado por Zeus, seria esse o motivo para que o filho de Tethys voltaria a geurra e ganharia honra e respeito, mas tudo a custo da vida de Patroclo. Os gregos conseguem resituir o corpo do escudeiro de Aquiles, mas suas armas, que pertenciam na verdade a Aquiles, são roubadas pelos troianos, um habito comum na guerra. O herói sofre profundamente pela morte do amigo, e aqui assume o caráter trágico de muitos heróis gregos assemelhando-se a Hercules que em toda sua vida jamais se perdoa pela crime de, um um momento de insanidade, ter assassinado sua esposa e filhos.

Aquiles volta para a guerra não por defesa aos gregos, mas sim movido pela insano desejo de vingança. O assassino de seu amigo era Heitor, domador de cavalos, príncipe de Troia, e o mais valoroso entre os troianos. Fora ele quem roubara as armas que estavam com Patroclo se apossando das antigas armas de Aquiles.

O sofrimento de Aquiles é tanto que ele promete jejuar ate que a morte de seu amigo seja vingada. Pede aos deuses que o impeçam que o corpo de Patroclo apodreça, pois queria realizar os ritos funerários devidos ao seu amigo, apenas depois de te-lo vingado. Nesse meio tempo Aquiles estava impossibilitado de voltar a luta por não ter suas armas, ele chorava de dor e sofrimento, mas Tethys sua mãe lhe prometera armas novas, pedindo-lhe apenas que tivesse paciência.

É comum que nos mitos, não apenas nos gregos, que os herois sejam premiados com armas ou artefatos mágicos. Tethys cumpre bem esse papel, como mãe e protetora do heroi lhe da armas novas, estas feitas pelas mãos do próprio Hefesto, deus das forjas. Armado com armas divinas Aquiles parte para enfrentar Heitor que estava armado com suas antigas armas. É travado um cruel combate ao qual Aquiles sai vitorioso, e, movido por sua furia louca de vingança amarra os pés de Heitor a biga e o arrasta de volta ate o acampamento dos gregos, sem deixar que seus companheiros troianos pudessem ter o corpo de seu heroi para realizarem os ritos funerarios que este merecia.

Tal ato é visto com horror e espanto ate mesmo pelos os deuses. Priamo, pai de Heitor chora e sofre, e os deuses gregos vendo o sofrimento do rei idoso que perdera seu melhor filho decidem ajuda-lo. Isis a deusa do arco-iris é enviada a Priamo e o guia ate o acampamento dos gregos, mais precisamente na tenda de Aquiles. O rei implora ao herói que lhe devolva o corpo de seu amado filho, pois este merecia um enterro digno. Aquiles já havia realizado os ritos funerários de Patroclo, e comovido com o sofrimento do pai lhe devolve o corpo e promete uma trégua na guerra ate que sejam realizados os ritos funerários de Heitor.






Neste ponto termina a Illiada. Não é mostrada a morte de Aquiles o que de certa forma o imortaliza no romance, mas, é citado que ele morrera devido a uma flecha no calcanhar, o único ponto vulnerável de Aquiles, disparada por Paris, irmão de Heitor. Na Odysseia, segundo romance de Homero e a continuação da Illiada, Aquiles ainda aparece no Hades, o mundo dos mortos, em duas ocasiões. A primeira quando Odysseu desce ao mundo dos mortos e a segunda quando os inimigos de Odysseu são assassinados e descem ao mundo inferior, lá eles encontram o maior herói grego que lhes da as boas vindas ao mundo da morte.


Aquiles incorpora o o melhor do homem grego. Seu heroísmo é elevado ao máximo em sua escolha de morrer jovem, para obter a gloria. Alguns estudiosos afirmam que ele teria um caso homossexual com Patroclo, mas é de minha opinião que o amor entre ambos é apenas o "amor heroico" o amor entre companheiros de batalhas, de guerreiros.  Aquiles é, juntamente com Hercules o maior herói grego, com a única diferença que o ultimo alcançou a imortalidade e subiu ao Olimpo.

Para saberem mais sobre a guerra de Troia em si e a Illiada vocês podem ver a postagem da mesma:

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Pegasus e o fogo do Olimpo


Pegasus e o fogo do Olimpo é o primeiro livro da trilogia Pegasus escrita por Kate O´hearn. Os olimpicos estavam em guerra, os Nirads, seres desconhecidos de quatro braços invadiram o Olimpo sem nenhum propósito se não a destruição. No caos da guerra um olimpico, Paelen, tenta roubar as redeas de Pegasus para controlar o garanhão, mas seu plano da errado e tanto Paelen quanto Pegasus caem no mundo humano.

O jovem Paelen é encontrada por uma agencia secreta a UCP que o captura pensando que ele erao alienigina. Pegasus teve mais sorte caindo no terraço do predio de Emily, uma garota de treze anos. Uma forte ligação se forja entre os dois. Emily tera que proteger a Pegasus e a si mesma tanto da UCP que tenta captura-lo como dos ferozes e misteriosos Nirads.

domingo, 8 de dezembro de 2013

As brumas de Avalon - A grande rainha


As brumas de Avalon - a grande rainha é o segundo livro da maravilhosa obra de fcção de Marion Zimmer. No fim do primeiro livro da serie Morgana abandona a ilha sagrada de Avalon por causa de sua briga com sua tutora, Vviane, a senhora do lago.

Por causa das artimanhas de Viviane que luta com todas as suas forças manter a velha religião e livra-la do esquecimento, a senhora do lago fez com que Morgana fizesse amor com seu irmão Arthur e ficasse gravida dele gerando assim o filho que ela pretende que se torne o novo grande rei e lute por Avalon.

Tentando fugir do destino e das manipulações de Viviane, a quem ama e odeia, Morgana vai ate o reino de Lot aonde vive sua tia Morguease, que reina juntamente com o rei, seguindo os velhos ritos. Lá Morgana dará a luz ao seu filho Gwydion, o único herdeiro legitimo de Arthur...

Traçara Gwydion o destino sonhado por Viviane?  Ou será sua mãe, Morgana, quem ditara o curso de sua vida? Morguease também vê no filho da sobrinha um escada que a levara ao trono e a tornara grande rainha.

domingo, 24 de novembro de 2013

O livro da mitologia



'O livro da Mitologia', de Thomas Bulfinch, nos encanta com os mais belos mitos, em que se encontram os episódios de Prometeu e Pandora, Apolo e Dafne, Juno e suas rivais, Perseu e Medusa, Minerva e Níobe, entre tantas outras lendas greco-romanas, além dos mitos nórdicos e egípcios. Embora o livro de Bulfinch tenha como objetivo o deleite ,é também uma grande referência de estudos para apreciadores e cultores dos mitos, pela ênfase dada à arte de contá-los durante a Antiguidade. Possuindo capa dura e tendo maravilhosos desenhos feitos pelo ilustrador Getulio Delphim, "O livro da mitologia" se torna muito mais encantador e belo.

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Poemas e fragmentos - Safo de Lesbos



É muito conhecido a contribuição de vários poetas gregas para a literatura na antiguidade. Pouco conhecida porem é a contribuição das mulheres nesta área. Safo foi uma poetisa que viveu na ilha de Lesbos, seus poemas referem-se ao amor e ao erotismo.

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sábado, 23 de novembro de 2013

O desentendimento entre Aquiles e Agamemnon



Que Helena, a mais bela entre as mortais, foi a causa da guerra de Troia todos já estão cansados de saber. Houve porem outra mulher que causou um grande conflito, e mudou o destino da guerra.

Esta mulher é Briseida, sua historia é contada no Canto I da Illiada. Tudo começa porem com Criseida que foi capturada pelos Aqueus em um ataque a Tebas e foi levada como espolio de guerra e dada a Agamemnon o líder das tropas dos Aqueus, por ter sido dentre todos os reis aquele que mais trouxe naus para atacar Troia.

Desejoso de reaver sua filha Criseida o sarcedote de Apolo, Crises, foi ate as naus dos Aqueus oferecendo uma grande recompensa para pagar o resgate de Criseida. Todos os Aqueus acharam justo a proposta, com exceção de Agamemnon. O rei expulsou o sarcedote de forma rude. Crises então rezou para que Apolo intercedesse em seu favor. O deus do sol ouviu as preces de seu sarcedote e começou a lançar suas flechas mortíferas contra as naus dos Aqueus, primeiro matando apenas animais, mas depois matando um a um os soldados gregos.

Temendo a ira do deus arqueiro e sem saber o motivo dela os Aqueus se reúnem e chamam Calcas, filho de Testor, o mais sábio dentre os adivinhos que vieram para a guerra. O adivinho diz que o único jeito de apaziguar a cólera do deus do sol seria devolvendo Criseida ao pai, sem mais receber o ouro do resgate, e oferecendo ao deus hectacombes.

Agamemnon fica furioso, mas percebendo que seria o melhor para os Aqueus, pois tolo é aquele que desagrada aos deuses, aceita em devolver Criseida, mas em compensação toma a pose de Briseida, uma moça que havia sido dada como premio para Aquiles, como espolio de guerra.

Aquiles se sente encolerizado, pois outro queria lhe tirar o premio que ele havia conquistado com merecimento (o motivo da ira de Aquiles não é por ele amar Briseida, embora é claro que ele nutrisse sentimentos por ela, mas sim pela afronta que Agamemnon fizera ao lhe retirar o premio, desmoralizando-o).

Aquiles aceita em entregar Briseida, pois por mais desonesto que fosse Agamemnon ele ainda era o rei, e Aquiles reconhece isso. Porem o herói se distancia da guerra e com ele os Mirmidoes que comanda. Sua ausencia muda o destino da guerra e ele só retorna a batalha após a morte de seu melhor amigo Patroclo.

Briseida é como Helena uma mulher que causa grandes mudanças na guerra entre gregos e troianos. Em toda a epopeia tem apenas uma fala, mas esta sendo de grande beleza.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Filme: As brumas de Avalon


Baseado no celebre livro de Marion Zimmer Bradley, as brumas de Avalon reconta a lenda do rei Arthur, sua luta para chegar a poder e o confronto entre a antiga relgião dos celtas e o cristianismo.

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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Filme: Percy Jackson e o mar de monstros


Um dos filmes mais aguardados de 2013. Percy Jackson e o mar de monstros é o segundo filme baseado na serie de livros "Percy Jackson e os olimpianos". Em seu segundo ano no acampamento meio-sangue Percy terá que enfrentar um novo desafio, pois o pinheiro de Thalia que protegia o acampamento contra monstros foi envenenado e esta prestes a morrer. A barreira mágica que protegia o acampamento não mais existe e uma solução imediata deve ser tomada.

Para curar o pinheiro  uma missão é organizada com o intuito de recuperar o velocino de ouro, um item mágico capaz de curar qualquer ferida ou enfermidade. Para a missão porem nem Percy nem Annabeth são escolhidos e sim Clarisse, filha de Ares, deus da guerra. Paralelo a isso Percy descobre ter um irmão. O ciclope Tyson, filho de Poseidon com uma ninfa do mar.

Disposto a reaver o velocino por contra própria Percy vai juntamente com Annabeth, Grover e Tyson atrás do item mágico tendo que se aventurar nas misteriosas aguas do mar de monstros localizado no triângulo das bermudas.

Bom gente essa é a sinopse da historia, e se não quiserem saber de spoilers parem de ler nesse ponto. Percy Jackson teve uma grande alteração em seu primeiro filme em comparação a historia original do livro. Essas alterações agradaram alguns, e desagradaram muitos. Para falarmos dessas mudanças vamos voltar ao primeiro filme "Percy Jackson e o ladrão de raios" e dizer o que o filme deixou de contar (o que foram muitas coisas) e como no segundo filme foi feito para voltar a trilha da historia original.

Claro que ao se adaptar um livro em filme as mudanças são muitas, é impossível ser completamente fiel a historia original. Para terem uma ideia precisa do que estou falando o primeiro livro da serie possui 385 paginas e o filme foi resumido em 122 minutos. O maior problema dessa adaptação foi a alteração gritante na historia. Fatos como a profecia, a historia de Thalia, a conspiração entre Luke, Crhonos e Ares, além da explicação sobre a névoa... tudo isso foi cortado do filme. O batalha final contra o Ares não aconteceu e o vilão da historia foi o injustiçado Hades deus do submundo.

Em Percy Jackson e o mar de monstros a historia volta aos eixos. É explicado sobre a névoa e sobre a historia de Thalia, além disso é mostrado o oráculo, citada a profecia e finalmente apresentado Crhonos como o  vilão da serie. A historia volta a se aproximar da original dos livros o que agradara os fás, pois haviam ficado em sua maioria decepcionados com o primeiro filme.

Quanto ao elenco nada a reclamar Logan Lerman(Percy Jackson), Brandom T. Jackson (Grover Underwood), Alexandra Daddario (Annabeth Chese) e Jake Abel (Luke Castellan) foram os mesmos nos dois filmes. Annabeth agora loira e prendendo o cabelo em uma trança incorporando muito melhor a personagem dos livros.

Os personagens Tyson(Douglas Smith) e Clarisse(Leven Rambin) foram muito bem escolhidos também. A historia foi um pouco alterada, mas nada que comprometa a historia original. O maior erro porem foi a luta final contra Crhonos, no livro essa luta é contra Luke, mas como tal batalha já havia acontecido no primeiro filme o diretor preferiu apostar em uma cena de ação diferente.

O filme esta muito bem feito, tendo como maior mérito a correção dos erros de seu antecessor. Ficamos no aguardo do próximo filme "Percy Jackon e a maldição do titã" esperando que seja tão bom quanto Mar de monstros.

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terça-feira, 23 de julho de 2013

Resenha: Iliada

A Illiada é uma das maiores obras dos poetas gregos antigos. Escrita por Homero datada de aproximadamente 700 a.c. A historia narra uma das maiores guerras travadas pelos gregos a guerra de Troia, aonde mortais e imortais se juntam em campo de batalha com varias das divindades a favor dos troianos e outras a favor dos gregos.

Farei aqui um breve resumo (pois esse conteúdo é por demasiado longo) sobre a escrita de Homero e os principais pontos da narrativa. Destaquei aqui os pontos que considero mais importantes, o julgamento de Paris que nomeia Afrodite como a mais bela dentre as imortais. O ato de Agamenon de tomar Briseida de Aquiles fato que desencadeia o abandono da guerra por parte do herói, retroando a batalha só muito tempo depois apenas com a morte de Patroclo.


I - REALIDADE OU FICÇÃO?

Um dos principais pontos sobre esta narrativa e se a guerra entre gregos e troianos realmente aconteceu ou se é apenas uma obra saída inteiramente da imaginação do poeta Homero. A verdade é que a guerra não aconteceu por volta do ano 700 a.c data ao qual o poeta viveu e sim muito distante disso em 1100 a.c uma suposição aceita é que os cantos sobre esse episodio epico tenham se passado oralmente atraves de poetas e ate chegar aos ouvidos de Homero.
Talvez houvesse sim existido uma guerra de troia, e Homero tenha mistificado e episódio inserindo grandes heróis e a presença dos deuses olimpianos. Ficção ou realidade no fundo isso não tem importância a Illiada é uma obra fundamental para a mitologia grega que traz ao leitor a sociedade e os costumes antigos da época alem de um belo quadro divino, é ai que esta sua importancia e valor e não em sua veracidade.

II - A ESCRITA HOMERICA

Para quem leu a Illiada ou ate mesmo a Odisseia é fácil notar os traços e características da escrita Homerica. Homero deusifica os homens, todos os guerreiros são belos de porte majestoso e de grande honra, as naus são todas velozes e bem construidas e os palacios ricos e abundantes. Ironicamente os deuses são humanizados se tornando ciumentos, vingativos, mesquinhos e ate mesmo infantis.
Outro fator interessante de se ressaltar são as batalhas que se desenrolam de forma um tanto tediosa pela repetição constante de arremessos de lanças que muitas vezes nem sequer atingem o alvo. As batalhas porem são intensas e ocupam grande parte da obra. Outro traço marcante na escrita de Homero é a analogia que compara os heróis muitas vezes a animais de porte como o javali ou o leão ou a outros animais.

III - O POMO DA DISCÓRDIA

O inicio da guerra de troia se da por um motivo divino e não terrestre. Embora sejam os mortais os protagonistas da guerra tudo teve seu inicio por causa dos deuses, ou melhor das deusas, especificamente Atena, Hera e Afrodite.
Tentando decidir quem era a mais bela entre as imortais essas trás deusas resolveram fazer um julgamento "justo" e por isso elegeram como juiz Paris, principie de troia. A eleição porem nada teve de justo, fora na verdade uma barganha em que cada deusa fazia sua melhor chantagem a Paris. O príncipe ficou com a oferta de Afrodite que lhe prometera o amor de Helena, a mais bela dentre todas as mortais como era conhecida. Sendo assim ficou decidido que a Afrodite era a mais bela das deusas e esta prometeu proteger o príncipe, porem isso despertou a raiva e a inveja de Atena e Hera que descarregariam sua ira sobre o mortal. Tal fato não acontece durante a Illiada, sendo apenas citado brevemente.

IV - O RAPTO DE HELENA

Sabendo que teria o coração de Helena, Paris foi ate Esparta e foi recebido por Menelau com um grande banquete como era devido a um hospede honroso. No banquete Helena ao ver o lindo Paris se apaixonou por ele graças ao encanto lançado pela deusa Afrodite e juntos eles fugiram de Esparta. Paris levou a jovem ate sua terra, Troia e por causa disso a grande guerra começou. Paris não sabia, mas ao levar Helena havia assinalado a destruição de todo seu reino.

V - A GUERRA

A guerra começa a ser narrada não de seu inicio, mas no inicio do seu décimo ano. Agamenon , irão de Menelau, junto com muitos outros reis haviam trazido seus navios para saquear e destruir Troia e como ele havia levado mais navios que os demais foi eleito naturalmente o líder da campanha militar.
Logo no primeiro canto nos é mostrado o herói Aquiles em discórdia com Agamenon, o motivo da briga era (novamente) por causa de uma mulher. Acontece que ambos haviam recebido como espolio de guerra duas lindas mulheres Criseida e Briseida, a primeira pertencia a Agamenon e a segunda a Aquiles. O pai de Criseida, um sacerdote do deus Apolo, visita o acampamento dos gregos e implora que devolvam-lhe a filha mediante um valioso resgate de muito ouro. Agamenon enfurecido manda o homem embora, expulsando-o do acampamento. O sarcedote reza a Apolo que lhe ajude e o deus mirando ao longe com suas setas mata um a um os soldados gregos.
Com as baixas diárias de soldados Agamenon aceita devolver a moça (que o faz agora sem receber restituição alguma) porem toma Briseida de Aquiles gerando a briga entre os dois. Aquiles enfurecido com a humilhação pois a moça como um espolio de guerra era por direito sua, resolve sair da guerra voltando ao combate apenas se os troianos chegassem a atacar os Mirmidoes, seu grupo de soldados, que se encontravam nos navios.
Apos a moça ser restituída ao seu pai, Apolo cessa os ataques aos gregos. Aquiles porem estava inconformado e chorando pede ajuda a sua mãe a nereida Tethys que faça com que Agamenon e os gregos lhe paguem com o devido respeito por terem o humilhado daquela forma.

VI - O PEDIDO DE TETHYS E O DESENROLAR DA GUERRA

Tethys visita o Olimpo implorando ao grande Zeus que de honra a seu filho. O deus concorda e assim trama para que os gregos caiam para assim terem que precisar da ajuda do grande Aquiles. Longe do olimpo a guerra se desenrola. Do lado dos troianos Priamo rei de troia e seus filhos Heitor e Paris são os principais personagens, como personagens femininas temos Hécuba, eposa de Priamo, e Andromaca esposa de Heitor. Do lado dos gregos temos uma grande variedade de herois, o rei Agamenon, Menelau, o sábio Nestor, os heroi Diomedes e os dois Ajax (a qual são chamados muitas vezes de "Ajantes"), além destes esta o engenhoso Odysseu (Ou Ulisses dependendo da nomenclatura, protagonista de Odisseia) e Aquiles com seu fiel escudeiro Patroclo, ambos se mantém distante da batalha na maior parte da narrativa.
A guerra se desenrola em sucessivas batalhas com a morte de varios guerreiros dos dois lados. Atena e Ares entram no campo de batalha e ate mesmo Afrodite. O casal de amantes, Afrodite e Ares, chega ate mesmo a serem feridos em guerra embora obviamente não pudessem ser mortos.

VII - A MORTE DE PATROCLO

A morte de Patroclo é em minha opinião o evento mais importante de toda a Illiada, é a partir desse evento que Aquiles volta a guerra, movido não por desejo de gloria, mas sim por vingança contra o homem que matou Patroclo, Heitor que é chamado na obra de "domador de cavalos" uma referencia ao povo de Ilion que eram hábeis em domar cavalos.
Como havia prometido Aquiles se mantivera longe da guerra e Patrocolo e os demais mirmidoes também. Porem a situação começou a ficar difícil para os gregos, Heitor comandando as hostes inimigas vencia facilmente a guerra. Aquiles se sentiu angustiado por ver seus amigos em combate tão duro e muitos de seus amigos, os grandes heróis gregos, haviam sido feridos em batalha.
Aquiles manda Patroclo para lutar no seu lugar, pois havia prometido não voltar ao combate sem que os troianos chegassem as naus aonde estava e seria desonroso e vergonhoso consigo mesmo quebrar essa promessa. Patroclo veste a armadura e o elmo de Aquiles e comanda os mirmmidoes em combate. O escudeiro luta com bravura, ate que encontra Heitor, os dois travam um feroz combate, e Patroclo é derrotado pois os deuses ajudam ao troiano. Heitor mata Patroclo e se apossa de sua armadura (que era originalmente de Aquiles) teria se apossado de seu cadáver também, mas os gregos conseguiram restitui-lo a salvo.
Patroclo morre, mas consegue para o avanço inimigo. Aquiles deseja ir ao combate vingar o amigo morto, mas Tethys o adverte e não ir pois estava sem sua armadura, aconselhando ao filho que aparecesse para seus inimigos pois só sua presença era majestosa era o suficiente para assustar os troianos que ainda lutavam e os fazerem recuar.

VIII -A BATALHA ENTRE HEITOR E AQUILES

Aquiles pede a mãe que proteja o cadáver de Patroclo para que este não apodrecesse, pois só iria fazer os ritos funerários depois de vingar o amigo. Tethys com seu poder faz com que nem os cães ou os vermes se alimentem de Patroclo, e então visita o deus Hefesto pedindo-o que forje novas armas ao seu filho. Após estar armado com uma armadura feita pelo proprio deus das forjas Aquiles parte para seu combate final. Aquiles vai ate os muros de troia e desafia Heitor. Uma grande batalha é travada e Aquiles obtém a vitória e após matar Heitor furta o cadáver atando-o a sua biga e com ele desfila ao redor dos muros de troia, um ato tão horrendo que ate os deuses sentem desprezo. Em seguida Aquiles leva o cadaver ate o acampamento dos gregos.

IX - RITOS FUNERARIOS E JOGOS EM HONRA DE PATROCLO

No acampamento grego Aquiles sacrifica doze troianos em honra a Patroclo e realza jogos entre seus companheiros. Patroclo é queimado e assim sua alma pode descer em paz ao Hades. Dentro das muralhas de Troia o rei Priamo chorava por não poder também fazer os ritos funerarios ao seu filho pois Aquiles havia roubado o cadaver de Heitor. A deusa Iris é enviada e guia o velho rei ate a tenda de Aquiles no acampamento dos gregos. O rei pede ao herói que lhe de o corpo do filho, e Aquiles aceita e assim se acaba a narrativa.

IX - CONCLUSÃO

A Illiada tem como tema principal o sofrimento do heroi Aquiles e sua luta para tentar atenuar sua culpa pela morte do companheiro amado Patroclo. O destino de Aquiles havia sido traçado desde cedo, sua mãe Tethys sabia que o filho ou morreria jovem, mas com a gloria e a honra ou morreria velho, tendo uma vida longa mas sem a gloria de um heroi. É claro que Aquiles optou pela primeira opção.
Tethys desde sempre tentou impedir a morte do filho, mesmo sabendo que era impossível se opor as vontade das Moiras (as deusas triplices do destino) a mãe de Aquiles banhou seu filho nas aguas do rio estige logo ao nascer, conferindo invulneabilidade ao seu corpo, porem o segurou pelo calcanhar ao fazer isso e por isso este não foi abençoado pelo poder do estige.
O romance acaba com a devolução do cadáver de Heitor, mas é citado que Aquiles ira encontrar a morte por uma flecha no calcanhar lançada por Paris e guiada pelo deus Apolo. O desfecho da guerra com a artimanha do cavalo de Troia é citado não na Illiada, mas sim na Odisseia, fato que ocorre após a morte de Aquiles.

terça-feira, 18 de junho de 2013

As brumas de Avalon - A senhora da magia



Um clássico da ficção. Um livro voltado a maravilhosa mitologia celta, as lendas do rei Arthur e de Merlim, o livro conta a historia de como Arhur tenta unificar a Bretanha e protege-la contra a invasão dos Saxões, mostrado por uma perspectiva feminina, na visão das grandes mulheres por trás do trono.
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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Penelope

Esposa do heroi Odisseu e uma das personagens principais de Odisseia. Penelope é a rainha de Itaca. Apos o termino da guerra de Troia, todos os comandantes e guerreiros gregos voltam a seus lares, seu marido porem não o faz o que acarreta na erronea dedução por parte de todos de que Odisseu perecera na viagem de volta.

Penelope é então cercada de pretendentes que a pressionam em se casar para adquirirem suas riquesas e o trono de Odisseu (na Odisseia são citados 52 pretendentes sendo Antínoo e Eurímaco os principais). Para fugir da obrigação imposta de se casar Penelope arquiteta um plano, promete se casar apos termina de tecer uma peça de pano, e assim passa os dias a fiar, mas a noite as escondidas desfaz todo o trabalho. O plano funcionou durante trés anos, mas uma serva contou da artimanha aos pretendentes que a obrigaram a terminar o trabalho.

A rainha de Itaca é a imagem de uma personagem pura que ama incodicionalmente seu marido, um simbolo de fidelidade e devoção com Odisseu. Apos vinte anos de espera seu marido volta a patria matando a todos os pretendentes e os dois voltam finalmente a ficarem juntos.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Telemaco

Telemaco, heroi grego do romance Odisseia, de Homero. Filho de Odisseu e de Penelope. Telemaco é um classico esterotipo de filho que vive as sombras do pai, sem jamais alcançar seu brilho. Apos seu pai ter ido a guerra de Troia (que o fez quando Telemaco ainda era um bebe) e jamais ter retornado sendo considerando como morto. Varios pretendentes passaram a cercar sua mãe, Penelope, exigindo que ela arranja-se um novo marido.

Foi nesse ambiente que Telemaco cresceu, vendo os pretendentes a ursurbar e a consumir as riquesas de seu reino e a pressionarem sua mãe, mas sem jamais ter força para se impor e expulsar estes homens vis. Apesar de sua fraquesa em se impor Telemaco é nobre de coração e se destaca por seus celebres discursos, porem estes são todos inspirados pela deusa Atena, sua grande aliada e protetora.

Telemaco representa o jovem que vive as sombras do pai e que por falta de experiencia e ingenuidade comete varios erros, como no caso do assassinato aos pretendentes em que o jovem se descuida e deixa aberta a sala aonde se encontravam varias armas, e com elas os pretendentes se equipam para enfrentar a Telemaco e seu pai.

sábado, 6 de abril de 2013

Livro: As melhores historias da mitologia Celta



Um livro leve que conta os principais mitos Celtas dividindo-os em duas partes, a primeira se foca nas lendas irlandesas contando pricnpalmente os mitos dos deuses celtas. A segunda parte é centrada nos mitos gaulesas e narras as historias envolvendo o rei Arthur e seus fieis cavaleiros.
O livro apresenta os mitos como contos o que torna a leitura muito mais agradavel. Embora não seja um livro aconselhado para pesquisas aprofundadas sobre o assunto é bastante interessante para apresentar os mitos Celtas, podendo ser lido tanto para adultos quanto por crianças.
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sexta-feira, 5 de abril de 2013

As seis invasões da Irlanda mistica

Conforme o Livro das invasões uma obra escrita por monges cristãos, houveram ao todo seis invasões na Irlanda ate que esta terra fosse enfim povoada. As invasões foram realizadas por varios povos e cada um trouxe a ilha novos conhecimentos como agricultura, metalurgica entre outros.
As seis invasões foram:

1º Invasão

A primeira invasão foi protagonizada por uma mulher Cessair, filha de Birth (um quarto filho de Nóe, não mencionado no genesis). Apos serem a eles negado o direito de subir na arca pai e filha decidiram escapar do diluvio do jeito deles.
Cessair, Birth e tantos outros viajaram em trés embarcações a procura de uma ilha segura da furia de Deus, como vemos o numero trés de grande importancia para os Celtas esta aqui presente. Das naus porem apenas uma chegou ao destino, a mesma que continha Birth e Cessair o marido desta Fintan, Ladra, o piloto, e mais cinquenta donzelas e mais muitos homens.
Com o passar dos dias porem a pequena população se reduziu a apenas Cessar ,seu marido e as cinquenta donzelas. Coube então a Fintain a incumbencia de despossar as cinquenta mulheres (algo semelhante ao Hercules grego que em cinquneta noites ou em outra versão em apenas uma noite despossou o mesmo numero de mulheres). Fintan porem estava longe de ser um Hercules-celta, com medo da incumbencia ele se metamorfoseou em salmão, animal que para os Celtas simboliza o conhecimento.
As cinquenta mulheres morreram, e Cessair continuou seu desejo de povoar a ilha, porem o destino mostrou que não eram os descendentes de Nóe que deveria reinar nessa terra. Cessair adormeceu, em uma caverna, simbolizando a terra adormecida. A neta do Nóe foi desde então considerada uma divinidade. Ela continuaria em seu sono ate que chegasse o dia em que a ilha por fim deveria ser habitada, dando assim a sua benção aos merecedores de reinar naquelas terras.

2º Invasão

A segunda invasão ocorreu por parte de Partholon. Oriundo da Grecia ele havia assassinado os pais em uma disputa sucessoria. É comum nos mitos gregos que ao cometer um crme a pessoa ficasse marcada, o crime deveria ser purificado para que sua culpa não atraisse severas punições dos deuses, não apenas para ele, mas para sua familia inteira. Partholon estaria então fugindo das temiveis Erinias (ou furias conforme a denominação romana) que tinham como dever punir os crimes entre familiares.
Da mesma forma que a Irlanda protegeu a Cessair e seu pai da ira do deus cristão salvando-os do diluvio, o mesmo ocorreu a Parthelon que conseguiu escapar das garras das erinias.
Como segundo colonizador da ilha, Parthelon que era agricultou trouxe a Irlanda o conhecimento da agricultura e a produção de cerveja alem do famoso caldeirão, muito comum nos mitos e historias de bruxas. O grego veio junto de uma grande comitiva que incluia ate mesmo druidas, homens versados nas artes magicas.
Partholon e seu povo perceberam porem que a linda terra da Irlanda não deveria ser conquistada tão facil. Da mesma forma que os deuses olimpicos tiveram que derrotar os titãs e os senhores nordicos de Asgard precisaram triunfar contra os gigantes, eles também teriam sua provação.
A Irlanda era atacada de tempos em tempos pelos Fumores gigantes marinhos ferozes e destruitivos que habitavam o fundo dos oceanos. A batalha entre o povo de partholon e os Fumores foi devastadora trazendo a vitoria aos gigantes marinhos. Os habitantes da ilha ainda conseguiram sobreviver por mais 120 anos ate serem banidos definitivamente por uma peste.

3º Invasão

A terceira invasão foi realizada por Nemed (que quer dizer sagrado) este veio com uma comitiva de 34 embarcações, mas tal o exemplo e Cessair apenas uma chegou em segurança a ilha. Foi graças a Nemed que o conhecimento da espiritualidade ficou conhecido nas terras irlandesas. Seu reinado na ilha durou pouco, pois tal como na ultima invasão os Fumores atacaram e destuiram boa parte do povo de Nemed, os nemedianos. houve um contra-ataque aonde os nemedianos atacaram os Fumores em seus palacios submarinos, mas eles foram novamente massacrados e a ilha da Irlanda voltou a ficar desabitada.

4º Invasão

Um sobrevivente dos nemedianos foi quem liderou a quarta invasão. Fir Bolg apos a derrota de seu povo viajou a Grecia aonde lá se exilou. Tempos depois voltou a Irlanda como lider da quarta expedição de conquista a ilha. O reinado de Fir foi prospero e ele quem induziu o ferro na ilha. Seu reinado chegou ao fim não com ataque dos Fumores, mas sim graças aos quintos e mais importantes invasores, os deuses Celtas.

5º Invasão

O quinta invasão foi feita pelos deuses Celtas que de tão convictoos estavam em viver na nova terra, que mal atracaram na ilha quemaram seus barcos para que o desejo de retornarem não os assola-se. Os deuses derrotaram os ocupantes da ilha e mais adiante travaram uma segunda guerra contra os temiveis Fumores. Neste ponto percebemos que a vitoria dos deuses sobre os gigantes do mar simboliza como eles submeteram a força das aguas, algo que apenas deuses poderiam fazer. Graças a isso eles estariam preparando a Irlanda para receber seus ultimos colonizadores, dos quais deles descende todo o povo Irlandes.

6º Invasão

A sexta e ultima invasão foi realizada pelos milesianos, eles receberam este nome por serem liderados pelo espanhol Mile Espaine. Mile porem teve um fim tragico e como Moises morreu antes de chegar a sua terra prometida.
Com a morte de seu antigo lider, foi Bregon o lider da invasão quando as naus dos milesianos chegaram as marges da ilha. Os milesianos porem não tinham a menor chance de derrotarem os deuses Celtas e tomar o controle da Irlanda, acontece que Cessar a protagonista da primeira invasão despertou de seu sono e se pos do lado dos mortais, pois sabia eram eles que deveriam colonizar aquela terra. Agora divinizada Cessair era uma deusa trplice que possuia trés formas. De dia era chamada Banba, a noite Fothla e enquanto adormecida Eriu.
Com a ajuda e benção da deusa os milesianos rivalizaram com os deuses na guerra que travavam pela terra prometida. Estes ao perceberem que a deusa uma força maior do que a deles havia escolhido os mortais para habitar a Irlanda se recolheram e assim os milesianos povoaram a Irlanda.
Os deuses Celtas porem não deixairam de conviver e a olhar os mortais. Eles se recolheram nos Slidhes que eram dominios divinos e particulares de cada deus. Os Slidhes ficavam debaixo da terra e os deuses muitas vezes saiam deles e se relacionavam com os mortais o que deu origem a grade parte dos mitos Celtas.

Referencias bibliograficas:

FRANCHINI, Ademilson S. As melhores histórias da mitologia Celta. Porto Alegre. Editora Artes e oficios. 2011.

sábado, 9 de março de 2013

Mudanças e mais explicações

Ola a todos os leitores do Deuses antigos. Como ninguem mostrou algum interesse pela fic postado nesses dias (deixei como ultima postagem por todo esse tempo para que ficasse visivel) estarei encerrando ela finalmente.

Queria me desculpar pela ausencia de postagens aqui no blog e vim anunciar também mudanças. Depois de muito pensar estarei removendo todo o conteudo sobre ocultismo, magia, tarot e bruxaria do blog. O motivo é simples, apesar de eu adorar o assunto, ele foge dos conteudos que devem ser apresentados aqui. O mesmo se refere a fanfic ela também sera deletada.

Bem é isso, obrigado e aguardem que logo as postagens voltarão em seu ritmo normal.