Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Mitologia grega. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mitologia grega. Mostrar todas as postagens

sábado, 15 de março de 2014

Jacinto

Jacinto era um jovem muito bonito ao qual Apolo se apaixonara. O deus do arco passava todos os dias com seu amado caminhando pelas florestas juntos. A esse amor homosexual não havia entre os gregos nenhum preconceito. A relação de amor entre uma pessoa mais velha e experiente (no caso um deus) com uma pessoa mais jovem, era algo comum, e esse amor denominamos pederastia. Vale ressaltar que a pederastia era apenas o amor do homem mais experiente com um jovem ao qual era tutor, a reciprocidade desse amor pelo jovem era vista com maus olhos pelos gregos.

Voltando a historia de Jacinto, Apolo o amava e os dois desfrutavam juntos os seus dias. Em uma ocasião o deus do sol mostrava suas habilidades físicas praticando o arremesso de disco, um esporte comum e popular na Grécia. Jacinto ficara admirado com as habilidades de seu amado e vendo o disco se elevar alto nos céus correu para pega-lo quando caísse. Para a infelicidade de Jacinto o disco bateu no chão e ricocheteou acertando-o na cabeça provocando um grave ferimento. Apolo apesar de seu o deus da medicina nada pode fazer pelo rapaz que acabou morrendo, pois esse era o desejo das moiras (deusas tríplice do destino) e ate mesmo um deus deve se submeter a elas.


Apolo ficou desconsolado, e, para honrar a memoria de seu amado fez que do sangue de Jacinto nascesse uma flor e esta também se denominava Jacinto.

Neste mito podemos ver muitos dos traços comum na mitologia grego-romana. O final tragico de Jacinto é algo bastante normal, apenas mais um entre muitos casos. Podemos citar os mais famosos o amor de Artemis por Adonis, Sansão e Dalila, Zeus e Semele. Todos com finais tristes.

Outro ponto importante é a transmutação de Jacinto em flor. Tal fato se repete com Narciso e também com já citado Adonis. Muitos outros personagens da mitologia grega se tornam avores.

Os mitos de transmutação servem para explicar a origens dessas flores, o mesmo ocorre com os mitos das transformações em animais servindo para explicar a origens desses seres, como é o caso da historia de Aracne (ver postagem).

Apesar da tragédia Apolo encontrara muitos outros amores, afinal é um deus, mas a marca de seu amor por Jacinto permanecera através dos séculos perpetuada pela flor com seu nome.

(flor de Jacinto)

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Deusos do Olimpo - canal Parafernalha

Um vídeo do canal parafernalha sobre mitologia grega, muito bom!


Aquiles

 Um dos maiores heróis gregos, Aquiles é filho de Peleu com a nereida Tethys. Tanto Zeus como seu irmão Poseidon haviam se apaixonado pela linda Tethys, mas, após saberem por meio de uma profecia que se a nereida se unisse a um dos dois geraria um filho mais poderoso que o pai, os deuses pensaram que seria melhor unirem a mulher a um mortal, por medo de serem destronados por um de seus filhos, tal como aconteceu com o pai de ambos, Crhonos, e o pai deste, Urano.

Tethys é uma entidade poderosa das aguas, e muito respeitada por Zeus, como se vera logo adiante. A nereida ao gerar seu filho Aquiles logo soube de seu cruel destino. O herói seguiria um dentre dois caminhos. Ou morreria jovem, mas com gloria e honra sendo lembrado através dos séculos, ou, morreria velho depois de uma longa vida, mas sem a honra. Uma observação deve ser feita nesse ponto, para os gregos a honra, a força guerreira, a coragem, a nobreza. Todas essas qualidades eram vistas como o modelo, o ideal, do homem grego. O termo grego arete traduz exatamente esse modelo ideal. Com o passar dos anos o conceito de arete foi se modificando. Os diferentes poetas propunham diferentes modelos a serem seguidos. Ate mesmo os filósofos definiam como a arete a inteligência e a razão, como as qualidades maiores do homem.

Voltaremos agora a historia e aos dois caminhos que Aquiles iria seguir. Como um herói, era claro que o filho de Tethys escolheria uma vida curta, mas com gloria. Sabendo disso a nereida tentou evitar, a todo custo, esse destino cruel. Tethys banhou seu filho no rio estige, ainda quando bebe, esperando que as aguas do rio infernal abençoassem Aquiles e o tornassem invulnerável. O poder sagrado do rio teve efeito, mas por descuido a mãe segurou o filho pelo calcanhar enquanto o submergia no rio, ficando assim essa parte do corpo intocada pelas aguas e sem receber o poder sagrado do rio.

Tethys tentou fugir do destino, mas os mitos gregos revelam tão bem como isso nunca é possível. O destino, personificado pelas três deusas Moiras, é um poder que esta ate mesmo acima dos deuses, e estes devem se submeter a ele. Já Edipo tentou lutar contra o destino, que era de matar seu pai e desposar a mãe, cegando-se por fim, apesar do herói tentar fugir foi exatamente isso que aconteceu. O destino é uma força a qual ninguém pode escapar. Aquiles teria dois caminhos para escolher, mas é claro que o filho de Tethys optaria pela morte prematura, mas honrosa, assim como a mãe preverá, e nada, nem a bênção do estige, poderia mudar esse destino.

Agora que já foi explicado sobre o nascimento de Aquiles vamos falar de sua maior façanha, a participação na geurra de Troia, aonde o herói perderia a vida. A aventura épica de Aquiles é contada na Illiada, obra-prima de Homero, maior poeta grego. Aquiles comandava os mirmidoes, e, havia ido ate Illion junto com vários outros comandantes e reis, todos eles liderados por Agamenon, que por ter trazido mais navios de batalha para a guerra ganhara assim o direito de comanda os exércitos.

Não cabe aqui explicar os motivos da guerra, nos focaremos apenas na participação de Aquiles nesta. O herói era o mais poderoso dentre os guerreiros gregos, mas logo no começo da Illiada abandona a campanha por uma desavença com Agamenon, visto que este por ter sido obrigado a restituir Criseida, uma mulher que havia conseguido após um saque a uma das cidades troianas, tomara para sí Briseida, outra bela mulher, esta dada a Aquiles como saque de guerra. Novamente faremos uma breve pausa para explicar o porque dessa atitude de Aquiles. Briseida era para ele não apenas uma mulher, mas um premio por sua bravura e coragem na guerra. Agamenon ao tomar a dama para sí fere profundamente o orgulho do herói, e por isso, esta grave afronta, Aquiles se isola recusando-se a voltar a participar da guerra. Ele chama a sua mãe das aguas salgadas do mar e pede para que ela vingue essa afronta. Tethys vai ate a Zeus lhe pedindo para que a honra de seu filho seja restituida. O pai dos deuses e dos homens aceita, mas tal decisão teria graves consequências.

Assim por muito tempo Aquiles se mantem distante da batalha. Seu isolamento só é quebrado quando morre em batalha Patroclo, escudeiro leal e melhor amigo de Aquiles. Tudo fora planejado por Zeus, seria esse o motivo para que o filho de Tethys voltaria a geurra e ganharia honra e respeito, mas tudo a custo da vida de Patroclo. Os gregos conseguem resituir o corpo do escudeiro de Aquiles, mas suas armas, que pertenciam na verdade a Aquiles, são roubadas pelos troianos, um habito comum na guerra. O herói sofre profundamente pela morte do amigo, e aqui assume o caráter trágico de muitos heróis gregos assemelhando-se a Hercules que em toda sua vida jamais se perdoa pela crime de, um um momento de insanidade, ter assassinado sua esposa e filhos.

Aquiles volta para a guerra não por defesa aos gregos, mas sim movido pela insano desejo de vingança. O assassino de seu amigo era Heitor, domador de cavalos, príncipe de Troia, e o mais valoroso entre os troianos. Fora ele quem roubara as armas que estavam com Patroclo se apossando das antigas armas de Aquiles.

O sofrimento de Aquiles é tanto que ele promete jejuar ate que a morte de seu amigo seja vingada. Pede aos deuses que o impeçam que o corpo de Patroclo apodreça, pois queria realizar os ritos funerários devidos ao seu amigo, apenas depois de te-lo vingado. Nesse meio tempo Aquiles estava impossibilitado de voltar a luta por não ter suas armas, ele chorava de dor e sofrimento, mas Tethys sua mãe lhe prometera armas novas, pedindo-lhe apenas que tivesse paciência.

É comum que nos mitos, não apenas nos gregos, que os herois sejam premiados com armas ou artefatos mágicos. Tethys cumpre bem esse papel, como mãe e protetora do heroi lhe da armas novas, estas feitas pelas mãos do próprio Hefesto, deus das forjas. Armado com armas divinas Aquiles parte para enfrentar Heitor que estava armado com suas antigas armas. É travado um cruel combate ao qual Aquiles sai vitorioso, e, movido por sua furia louca de vingança amarra os pés de Heitor a biga e o arrasta de volta ate o acampamento dos gregos, sem deixar que seus companheiros troianos pudessem ter o corpo de seu heroi para realizarem os ritos funerarios que este merecia.

Tal ato é visto com horror e espanto ate mesmo pelos os deuses. Priamo, pai de Heitor chora e sofre, e os deuses gregos vendo o sofrimento do rei idoso que perdera seu melhor filho decidem ajuda-lo. Isis a deusa do arco-iris é enviada a Priamo e o guia ate o acampamento dos gregos, mais precisamente na tenda de Aquiles. O rei implora ao herói que lhe devolva o corpo de seu amado filho, pois este merecia um enterro digno. Aquiles já havia realizado os ritos funerários de Patroclo, e comovido com o sofrimento do pai lhe devolve o corpo e promete uma trégua na guerra ate que sejam realizados os ritos funerários de Heitor.






Neste ponto termina a Illiada. Não é mostrada a morte de Aquiles o que de certa forma o imortaliza no romance, mas, é citado que ele morrera devido a uma flecha no calcanhar, o único ponto vulnerável de Aquiles, disparada por Paris, irmão de Heitor. Na Odysseia, segundo romance de Homero e a continuação da Illiada, Aquiles ainda aparece no Hades, o mundo dos mortos, em duas ocasiões. A primeira quando Odysseu desce ao mundo dos mortos e a segunda quando os inimigos de Odysseu são assassinados e descem ao mundo inferior, lá eles encontram o maior herói grego que lhes da as boas vindas ao mundo da morte.


Aquiles incorpora o o melhor do homem grego. Seu heroísmo é elevado ao máximo em sua escolha de morrer jovem, para obter a gloria. Alguns estudiosos afirmam que ele teria um caso homossexual com Patroclo, mas é de minha opinião que o amor entre ambos é apenas o "amor heroico" o amor entre companheiros de batalhas, de guerreiros.  Aquiles é, juntamente com Hercules o maior herói grego, com a única diferença que o ultimo alcançou a imortalidade e subiu ao Olimpo.

Para saberem mais sobre a guerra de Troia em si e a Illiada vocês podem ver a postagem da mesma:

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Pegasus e o fogo do Olimpo


Pegasus e o fogo do Olimpo é o primeiro livro da trilogia Pegasus escrita por Kate O´hearn. Os olimpicos estavam em guerra, os Nirads, seres desconhecidos de quatro braços invadiram o Olimpo sem nenhum propósito se não a destruição. No caos da guerra um olimpico, Paelen, tenta roubar as redeas de Pegasus para controlar o garanhão, mas seu plano da errado e tanto Paelen quanto Pegasus caem no mundo humano.

O jovem Paelen é encontrada por uma agencia secreta a UCP que o captura pensando que ele erao alienigina. Pegasus teve mais sorte caindo no terraço do predio de Emily, uma garota de treze anos. Uma forte ligação se forja entre os dois. Emily tera que proteger a Pegasus e a si mesma tanto da UCP que tenta captura-lo como dos ferozes e misteriosos Nirads.

domingo, 24 de novembro de 2013

O livro da mitologia



'O livro da Mitologia', de Thomas Bulfinch, nos encanta com os mais belos mitos, em que se encontram os episódios de Prometeu e Pandora, Apolo e Dafne, Juno e suas rivais, Perseu e Medusa, Minerva e Níobe, entre tantas outras lendas greco-romanas, além dos mitos nórdicos e egípcios. Embora o livro de Bulfinch tenha como objetivo o deleite ,é também uma grande referência de estudos para apreciadores e cultores dos mitos, pela ênfase dada à arte de contá-los durante a Antiguidade. Possuindo capa dura e tendo maravilhosos desenhos feitos pelo ilustrador Getulio Delphim, "O livro da mitologia" se torna muito mais encantador e belo.

Link (Livraria cultura): Clique aqui

Poemas e fragmentos - Safo de Lesbos



É muito conhecido a contribuição de vários poetas gregas para a literatura na antiguidade. Pouco conhecida porem é a contribuição das mulheres nesta área. Safo foi uma poetisa que viveu na ilha de Lesbos, seus poemas referem-se ao amor e ao erotismo.

Link (Livraria cultura): Clique aqui

sábado, 23 de novembro de 2013

O desentendimento entre Aquiles e Agamemnon



Que Helena, a mais bela entre as mortais, foi a causa da guerra de Troia todos já estão cansados de saber. Houve porem outra mulher que causou um grande conflito, e mudou o destino da guerra.

Esta mulher é Briseida, sua historia é contada no Canto I da Illiada. Tudo começa porem com Criseida que foi capturada pelos Aqueus em um ataque a Tebas e foi levada como espolio de guerra e dada a Agamemnon o líder das tropas dos Aqueus, por ter sido dentre todos os reis aquele que mais trouxe naus para atacar Troia.

Desejoso de reaver sua filha Criseida o sarcedote de Apolo, Crises, foi ate as naus dos Aqueus oferecendo uma grande recompensa para pagar o resgate de Criseida. Todos os Aqueus acharam justo a proposta, com exceção de Agamemnon. O rei expulsou o sarcedote de forma rude. Crises então rezou para que Apolo intercedesse em seu favor. O deus do sol ouviu as preces de seu sarcedote e começou a lançar suas flechas mortíferas contra as naus dos Aqueus, primeiro matando apenas animais, mas depois matando um a um os soldados gregos.

Temendo a ira do deus arqueiro e sem saber o motivo dela os Aqueus se reúnem e chamam Calcas, filho de Testor, o mais sábio dentre os adivinhos que vieram para a guerra. O adivinho diz que o único jeito de apaziguar a cólera do deus do sol seria devolvendo Criseida ao pai, sem mais receber o ouro do resgate, e oferecendo ao deus hectacombes.

Agamemnon fica furioso, mas percebendo que seria o melhor para os Aqueus, pois tolo é aquele que desagrada aos deuses, aceita em devolver Criseida, mas em compensação toma a pose de Briseida, uma moça que havia sido dada como premio para Aquiles, como espolio de guerra.

Aquiles se sente encolerizado, pois outro queria lhe tirar o premio que ele havia conquistado com merecimento (o motivo da ira de Aquiles não é por ele amar Briseida, embora é claro que ele nutrisse sentimentos por ela, mas sim pela afronta que Agamemnon fizera ao lhe retirar o premio, desmoralizando-o).

Aquiles aceita em entregar Briseida, pois por mais desonesto que fosse Agamemnon ele ainda era o rei, e Aquiles reconhece isso. Porem o herói se distancia da guerra e com ele os Mirmidoes que comanda. Sua ausencia muda o destino da guerra e ele só retorna a batalha após a morte de seu melhor amigo Patroclo.

Briseida é como Helena uma mulher que causa grandes mudanças na guerra entre gregos e troianos. Em toda a epopeia tem apenas uma fala, mas esta sendo de grande beleza.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Filme: Percy Jackson e o mar de monstros


Um dos filmes mais aguardados de 2013. Percy Jackson e o mar de monstros é o segundo filme baseado na serie de livros "Percy Jackson e os olimpianos". Em seu segundo ano no acampamento meio-sangue Percy terá que enfrentar um novo desafio, pois o pinheiro de Thalia que protegia o acampamento contra monstros foi envenenado e esta prestes a morrer. A barreira mágica que protegia o acampamento não mais existe e uma solução imediata deve ser tomada.

Para curar o pinheiro  uma missão é organizada com o intuito de recuperar o velocino de ouro, um item mágico capaz de curar qualquer ferida ou enfermidade. Para a missão porem nem Percy nem Annabeth são escolhidos e sim Clarisse, filha de Ares, deus da guerra. Paralelo a isso Percy descobre ter um irmão. O ciclope Tyson, filho de Poseidon com uma ninfa do mar.

Disposto a reaver o velocino por contra própria Percy vai juntamente com Annabeth, Grover e Tyson atrás do item mágico tendo que se aventurar nas misteriosas aguas do mar de monstros localizado no triângulo das bermudas.

Bom gente essa é a sinopse da historia, e se não quiserem saber de spoilers parem de ler nesse ponto. Percy Jackson teve uma grande alteração em seu primeiro filme em comparação a historia original do livro. Essas alterações agradaram alguns, e desagradaram muitos. Para falarmos dessas mudanças vamos voltar ao primeiro filme "Percy Jackson e o ladrão de raios" e dizer o que o filme deixou de contar (o que foram muitas coisas) e como no segundo filme foi feito para voltar a trilha da historia original.

Claro que ao se adaptar um livro em filme as mudanças são muitas, é impossível ser completamente fiel a historia original. Para terem uma ideia precisa do que estou falando o primeiro livro da serie possui 385 paginas e o filme foi resumido em 122 minutos. O maior problema dessa adaptação foi a alteração gritante na historia. Fatos como a profecia, a historia de Thalia, a conspiração entre Luke, Crhonos e Ares, além da explicação sobre a névoa... tudo isso foi cortado do filme. O batalha final contra o Ares não aconteceu e o vilão da historia foi o injustiçado Hades deus do submundo.

Em Percy Jackson e o mar de monstros a historia volta aos eixos. É explicado sobre a névoa e sobre a historia de Thalia, além disso é mostrado o oráculo, citada a profecia e finalmente apresentado Crhonos como o  vilão da serie. A historia volta a se aproximar da original dos livros o que agradara os fás, pois haviam ficado em sua maioria decepcionados com o primeiro filme.

Quanto ao elenco nada a reclamar Logan Lerman(Percy Jackson), Brandom T. Jackson (Grover Underwood), Alexandra Daddario (Annabeth Chese) e Jake Abel (Luke Castellan) foram os mesmos nos dois filmes. Annabeth agora loira e prendendo o cabelo em uma trança incorporando muito melhor a personagem dos livros.

Os personagens Tyson(Douglas Smith) e Clarisse(Leven Rambin) foram muito bem escolhidos também. A historia foi um pouco alterada, mas nada que comprometa a historia original. O maior erro porem foi a luta final contra Crhonos, no livro essa luta é contra Luke, mas como tal batalha já havia acontecido no primeiro filme o diretor preferiu apostar em uma cena de ação diferente.

O filme esta muito bem feito, tendo como maior mérito a correção dos erros de seu antecessor. Ficamos no aguardo do próximo filme "Percy Jackon e a maldição do titã" esperando que seja tão bom quanto Mar de monstros.

Download: Clique aqui

terça-feira, 23 de julho de 2013

Resenha: Iliada

A Illiada é uma das maiores obras dos poetas gregos antigos. Escrita por Homero datada de aproximadamente 700 a.c. A historia narra uma das maiores guerras travadas pelos gregos a guerra de Troia, aonde mortais e imortais se juntam em campo de batalha com varias das divindades a favor dos troianos e outras a favor dos gregos.

Farei aqui um breve resumo (pois esse conteúdo é por demasiado longo) sobre a escrita de Homero e os principais pontos da narrativa. Destaquei aqui os pontos que considero mais importantes, o julgamento de Paris que nomeia Afrodite como a mais bela dentre as imortais. O ato de Agamenon de tomar Briseida de Aquiles fato que desencadeia o abandono da guerra por parte do herói, retroando a batalha só muito tempo depois apenas com a morte de Patroclo.


I - REALIDADE OU FICÇÃO?

Um dos principais pontos sobre esta narrativa e se a guerra entre gregos e troianos realmente aconteceu ou se é apenas uma obra saída inteiramente da imaginação do poeta Homero. A verdade é que a guerra não aconteceu por volta do ano 700 a.c data ao qual o poeta viveu e sim muito distante disso em 1100 a.c uma suposição aceita é que os cantos sobre esse episodio epico tenham se passado oralmente atraves de poetas e ate chegar aos ouvidos de Homero.
Talvez houvesse sim existido uma guerra de troia, e Homero tenha mistificado e episódio inserindo grandes heróis e a presença dos deuses olimpianos. Ficção ou realidade no fundo isso não tem importância a Illiada é uma obra fundamental para a mitologia grega que traz ao leitor a sociedade e os costumes antigos da época alem de um belo quadro divino, é ai que esta sua importancia e valor e não em sua veracidade.

II - A ESCRITA HOMERICA

Para quem leu a Illiada ou ate mesmo a Odisseia é fácil notar os traços e características da escrita Homerica. Homero deusifica os homens, todos os guerreiros são belos de porte majestoso e de grande honra, as naus são todas velozes e bem construidas e os palacios ricos e abundantes. Ironicamente os deuses são humanizados se tornando ciumentos, vingativos, mesquinhos e ate mesmo infantis.
Outro fator interessante de se ressaltar são as batalhas que se desenrolam de forma um tanto tediosa pela repetição constante de arremessos de lanças que muitas vezes nem sequer atingem o alvo. As batalhas porem são intensas e ocupam grande parte da obra. Outro traço marcante na escrita de Homero é a analogia que compara os heróis muitas vezes a animais de porte como o javali ou o leão ou a outros animais.

III - O POMO DA DISCÓRDIA

O inicio da guerra de troia se da por um motivo divino e não terrestre. Embora sejam os mortais os protagonistas da guerra tudo teve seu inicio por causa dos deuses, ou melhor das deusas, especificamente Atena, Hera e Afrodite.
Tentando decidir quem era a mais bela entre as imortais essas trás deusas resolveram fazer um julgamento "justo" e por isso elegeram como juiz Paris, principie de troia. A eleição porem nada teve de justo, fora na verdade uma barganha em que cada deusa fazia sua melhor chantagem a Paris. O príncipe ficou com a oferta de Afrodite que lhe prometera o amor de Helena, a mais bela dentre todas as mortais como era conhecida. Sendo assim ficou decidido que a Afrodite era a mais bela das deusas e esta prometeu proteger o príncipe, porem isso despertou a raiva e a inveja de Atena e Hera que descarregariam sua ira sobre o mortal. Tal fato não acontece durante a Illiada, sendo apenas citado brevemente.

IV - O RAPTO DE HELENA

Sabendo que teria o coração de Helena, Paris foi ate Esparta e foi recebido por Menelau com um grande banquete como era devido a um hospede honroso. No banquete Helena ao ver o lindo Paris se apaixonou por ele graças ao encanto lançado pela deusa Afrodite e juntos eles fugiram de Esparta. Paris levou a jovem ate sua terra, Troia e por causa disso a grande guerra começou. Paris não sabia, mas ao levar Helena havia assinalado a destruição de todo seu reino.

V - A GUERRA

A guerra começa a ser narrada não de seu inicio, mas no inicio do seu décimo ano. Agamenon , irão de Menelau, junto com muitos outros reis haviam trazido seus navios para saquear e destruir Troia e como ele havia levado mais navios que os demais foi eleito naturalmente o líder da campanha militar.
Logo no primeiro canto nos é mostrado o herói Aquiles em discórdia com Agamenon, o motivo da briga era (novamente) por causa de uma mulher. Acontece que ambos haviam recebido como espolio de guerra duas lindas mulheres Criseida e Briseida, a primeira pertencia a Agamenon e a segunda a Aquiles. O pai de Criseida, um sacerdote do deus Apolo, visita o acampamento dos gregos e implora que devolvam-lhe a filha mediante um valioso resgate de muito ouro. Agamenon enfurecido manda o homem embora, expulsando-o do acampamento. O sarcedote reza a Apolo que lhe ajude e o deus mirando ao longe com suas setas mata um a um os soldados gregos.
Com as baixas diárias de soldados Agamenon aceita devolver a moça (que o faz agora sem receber restituição alguma) porem toma Briseida de Aquiles gerando a briga entre os dois. Aquiles enfurecido com a humilhação pois a moça como um espolio de guerra era por direito sua, resolve sair da guerra voltando ao combate apenas se os troianos chegassem a atacar os Mirmidoes, seu grupo de soldados, que se encontravam nos navios.
Apos a moça ser restituída ao seu pai, Apolo cessa os ataques aos gregos. Aquiles porem estava inconformado e chorando pede ajuda a sua mãe a nereida Tethys que faça com que Agamenon e os gregos lhe paguem com o devido respeito por terem o humilhado daquela forma.

VI - O PEDIDO DE TETHYS E O DESENROLAR DA GUERRA

Tethys visita o Olimpo implorando ao grande Zeus que de honra a seu filho. O deus concorda e assim trama para que os gregos caiam para assim terem que precisar da ajuda do grande Aquiles. Longe do olimpo a guerra se desenrola. Do lado dos troianos Priamo rei de troia e seus filhos Heitor e Paris são os principais personagens, como personagens femininas temos Hécuba, eposa de Priamo, e Andromaca esposa de Heitor. Do lado dos gregos temos uma grande variedade de herois, o rei Agamenon, Menelau, o sábio Nestor, os heroi Diomedes e os dois Ajax (a qual são chamados muitas vezes de "Ajantes"), além destes esta o engenhoso Odysseu (Ou Ulisses dependendo da nomenclatura, protagonista de Odisseia) e Aquiles com seu fiel escudeiro Patroclo, ambos se mantém distante da batalha na maior parte da narrativa.
A guerra se desenrola em sucessivas batalhas com a morte de varios guerreiros dos dois lados. Atena e Ares entram no campo de batalha e ate mesmo Afrodite. O casal de amantes, Afrodite e Ares, chega ate mesmo a serem feridos em guerra embora obviamente não pudessem ser mortos.

VII - A MORTE DE PATROCLO

A morte de Patroclo é em minha opinião o evento mais importante de toda a Illiada, é a partir desse evento que Aquiles volta a guerra, movido não por desejo de gloria, mas sim por vingança contra o homem que matou Patroclo, Heitor que é chamado na obra de "domador de cavalos" uma referencia ao povo de Ilion que eram hábeis em domar cavalos.
Como havia prometido Aquiles se mantivera longe da guerra e Patrocolo e os demais mirmidoes também. Porem a situação começou a ficar difícil para os gregos, Heitor comandando as hostes inimigas vencia facilmente a guerra. Aquiles se sentiu angustiado por ver seus amigos em combate tão duro e muitos de seus amigos, os grandes heróis gregos, haviam sido feridos em batalha.
Aquiles manda Patroclo para lutar no seu lugar, pois havia prometido não voltar ao combate sem que os troianos chegassem as naus aonde estava e seria desonroso e vergonhoso consigo mesmo quebrar essa promessa. Patroclo veste a armadura e o elmo de Aquiles e comanda os mirmmidoes em combate. O escudeiro luta com bravura, ate que encontra Heitor, os dois travam um feroz combate, e Patroclo é derrotado pois os deuses ajudam ao troiano. Heitor mata Patroclo e se apossa de sua armadura (que era originalmente de Aquiles) teria se apossado de seu cadáver também, mas os gregos conseguiram restitui-lo a salvo.
Patroclo morre, mas consegue para o avanço inimigo. Aquiles deseja ir ao combate vingar o amigo morto, mas Tethys o adverte e não ir pois estava sem sua armadura, aconselhando ao filho que aparecesse para seus inimigos pois só sua presença era majestosa era o suficiente para assustar os troianos que ainda lutavam e os fazerem recuar.

VIII -A BATALHA ENTRE HEITOR E AQUILES

Aquiles pede a mãe que proteja o cadáver de Patroclo para que este não apodrecesse, pois só iria fazer os ritos funerários depois de vingar o amigo. Tethys com seu poder faz com que nem os cães ou os vermes se alimentem de Patroclo, e então visita o deus Hefesto pedindo-o que forje novas armas ao seu filho. Após estar armado com uma armadura feita pelo proprio deus das forjas Aquiles parte para seu combate final. Aquiles vai ate os muros de troia e desafia Heitor. Uma grande batalha é travada e Aquiles obtém a vitória e após matar Heitor furta o cadáver atando-o a sua biga e com ele desfila ao redor dos muros de troia, um ato tão horrendo que ate os deuses sentem desprezo. Em seguida Aquiles leva o cadaver ate o acampamento dos gregos.

IX - RITOS FUNERARIOS E JOGOS EM HONRA DE PATROCLO

No acampamento grego Aquiles sacrifica doze troianos em honra a Patroclo e realza jogos entre seus companheiros. Patroclo é queimado e assim sua alma pode descer em paz ao Hades. Dentro das muralhas de Troia o rei Priamo chorava por não poder também fazer os ritos funerarios ao seu filho pois Aquiles havia roubado o cadaver de Heitor. A deusa Iris é enviada e guia o velho rei ate a tenda de Aquiles no acampamento dos gregos. O rei pede ao herói que lhe de o corpo do filho, e Aquiles aceita e assim se acaba a narrativa.

IX - CONCLUSÃO

A Illiada tem como tema principal o sofrimento do heroi Aquiles e sua luta para tentar atenuar sua culpa pela morte do companheiro amado Patroclo. O destino de Aquiles havia sido traçado desde cedo, sua mãe Tethys sabia que o filho ou morreria jovem, mas com a gloria e a honra ou morreria velho, tendo uma vida longa mas sem a gloria de um heroi. É claro que Aquiles optou pela primeira opção.
Tethys desde sempre tentou impedir a morte do filho, mesmo sabendo que era impossível se opor as vontade das Moiras (as deusas triplices do destino) a mãe de Aquiles banhou seu filho nas aguas do rio estige logo ao nascer, conferindo invulneabilidade ao seu corpo, porem o segurou pelo calcanhar ao fazer isso e por isso este não foi abençoado pelo poder do estige.
O romance acaba com a devolução do cadáver de Heitor, mas é citado que Aquiles ira encontrar a morte por uma flecha no calcanhar lançada por Paris e guiada pelo deus Apolo. O desfecho da guerra com a artimanha do cavalo de Troia é citado não na Illiada, mas sim na Odisseia, fato que ocorre após a morte de Aquiles.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Penelope

Esposa do heroi Odisseu e uma das personagens principais de Odisseia. Penelope é a rainha de Itaca. Apos o termino da guerra de Troia, todos os comandantes e guerreiros gregos voltam a seus lares, seu marido porem não o faz o que acarreta na erronea dedução por parte de todos de que Odisseu perecera na viagem de volta.

Penelope é então cercada de pretendentes que a pressionam em se casar para adquirirem suas riquesas e o trono de Odisseu (na Odisseia são citados 52 pretendentes sendo Antínoo e Eurímaco os principais). Para fugir da obrigação imposta de se casar Penelope arquiteta um plano, promete se casar apos termina de tecer uma peça de pano, e assim passa os dias a fiar, mas a noite as escondidas desfaz todo o trabalho. O plano funcionou durante trés anos, mas uma serva contou da artimanha aos pretendentes que a obrigaram a terminar o trabalho.

A rainha de Itaca é a imagem de uma personagem pura que ama incodicionalmente seu marido, um simbolo de fidelidade e devoção com Odisseu. Apos vinte anos de espera seu marido volta a patria matando a todos os pretendentes e os dois voltam finalmente a ficarem juntos.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Telemaco

Telemaco, heroi grego do romance Odisseia, de Homero. Filho de Odisseu e de Penelope. Telemaco é um classico esterotipo de filho que vive as sombras do pai, sem jamais alcançar seu brilho. Apos seu pai ter ido a guerra de Troia (que o fez quando Telemaco ainda era um bebe) e jamais ter retornado sendo considerando como morto. Varios pretendentes passaram a cercar sua mãe, Penelope, exigindo que ela arranja-se um novo marido.

Foi nesse ambiente que Telemaco cresceu, vendo os pretendentes a ursurbar e a consumir as riquesas de seu reino e a pressionarem sua mãe, mas sem jamais ter força para se impor e expulsar estes homens vis. Apesar de sua fraquesa em se impor Telemaco é nobre de coração e se destaca por seus celebres discursos, porem estes são todos inspirados pela deusa Atena, sua grande aliada e protetora.

Telemaco representa o jovem que vive as sombras do pai e que por falta de experiencia e ingenuidade comete varios erros, como no caso do assassinato aos pretendentes em que o jovem se descuida e deixa aberta a sala aonde se encontravam varias armas, e com elas os pretendentes se equipam para enfrentar a Telemaco e seu pai.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

O mito das cinco raças

O mito das cinco raças esta presente na obra "Os trabalhos e os dias" do poeta Hesíodo, considerado o maior poeta grego, atrás apenas do grande Homero. Este mito fala da decadencia da humanidade, dividindo-a em cinco idades, cada qual sempre pior que sua antecessora.

Hesiodo denominou inicialmente apenas quatro raças que viveram em quatro periodos distintos. Cada raça representando um metal. Elas vão do metal mais nobre ate o menos valioso, sendo assim as quatro raças são:

Raça do ouro
I
Raça de prata
I
Raça de bronze
I
Raça de ferro

A primeira raça, a do ouro, viveu no tempo em que o titã Cronos reinava. Naquela epoca a humanidade não conhecia dor, sofrimento ou velhice, quando chegava a hora de um mortal morrer sua partida era serena e calma. Estes homens não precisavam trabalham pois a terra sozinha ja lhes dava tudo que precisavam para seu sustento. Os tempos de ouro porem chegaram ao fim, os homens desta raça se tornaram daemons (demonios) embora a palavra tivesse um sentido bem diferente da qual conhecemos atualmente. Eles eram seres benevolos, espiritos que intercediam pelo bem da humanidade.

Apos o desaparecimento da raça do ouro se deu inicio a raça de prata, estes viviam por cém anos ate alcançar a flor da idade, mas depois disso pouco viviam e logo desciam ao reino de Hades. Eram justos entre si mas não faziam sacrificios aos deuses, não os construiam templos, nem os honraram e por isso esta raça também chegou ao seu fim.

A terceira raça era composta pelos homens de bronze, fortes e musculosos, viviam para as guerras, eram violentos e incontrolaveis. No fim acabaram destruindo a si mesmos, matando-se uns aos outros em suas crueis guerras.

A quarta raça era a de ferro, a nossa raça. Nela tanto o bem quanto o mal se mesclam, não a respeito entre as pessoas e a corrrupção e maldade andam de mãos dados com a caridade e o amor. Nesta raça os deuses não mais andam entre os homens, e assim Hesíodo explica o porque dos deuses não mais estarem presentes entre os homens na grecia antiga.

Ao terminar de classificar a humanidade nestas quatro raças o poeta percebeu que os hérois não se encaixavam em nenhuma delas e por isso criou uma quanta, a raça dos hérois. Localizada entre a idade do bronze e a do ferro. Era nesta gloriosa epoca em que os deuses se relacionavam com mortais gerando os semi-deuses, foi nela em que Hercules, Perseu, Teseu e tantos outros viveram. A raça dos hérois teve seu fim na guerra de Troia, sendo Aquiles e Odysseu os ultimos hérois.

Sendo assim a nova divisão das raças ficou:

Raça do ouro
I
Raça de prata
I
Raça de bronze
I
Raça dos herois
I
Raça de ferro

O mito das cindo idades como ja dito mostra a decadencia da raça humana, esta que se iniciou a partir do momento em que Pandora abriu a caixa que prendia todos os espiritos maleficos que se espalharam pelo mundo e estão a atormentar a humanidade ate os dias atuais. Juntamente com estes espiritos a esperança também foi libertada, mas nem mesmo ela pode impedir nosso declinio ate a idade de ferro.

O mundo inferior e seus habitantes



O Hades, assim denominado o mundo dos mortos grego, é um territorio vasto e sombrio governado pelo deus Hades (o qual de seu nome se denomina também o nome de seus dominios). O conceito de mundo dos mortos para os gregos era diferente da visão crista, pois o Hades tem em si territorios correspondentes ao paraiso, inferno e purgatorio cristãos.

O Hades é divido em trés grandes areas. A primeira delas é o Erebo, uma região vasta aonde ficam as almas da maioria das pessoas que não foram nem "boas demais" nem "crueis demais" assim elas vagam eternamente como zumbis, sem personalidade e sem identidade, meras sombras do que um dia foram seres humanos. Esta região representa o purgatorio cristão. O local correspondente ao inferno é o Tartaro, um abismo profundo aonde os deuses olimpicos aprisionam seus piores inimigos.

O ultimo e mais invejado territorio do mundo dos mortos são os jardins Elisseos (correspondem ao paraiso) este é um local completamente diferente, lá a felicdade e paz, as almas que vivem ali são de pessoas muito estimadas pelos deuses, normalmente grandes herois e heroinas vão para os jardis Elisseos apos a morte.

É importante falar mais detalhadamente dos habitantes do mundo inferior, a grande maioria deles esta lá contra a vontade, centenas de milhares de almas que vivem em uma angustia eterna vagueando pelo Erebo ou sofrendo terrivelmente no tartaro, como dito alguns poucos chegam aos jardins Elisseos. Todos os dias o mundo inferior recebe mais e mais habitantes, nos tempos de guerras então, este numero é bem maior...

Os principais e mais importantes residentes do mundo inferior porem são, em primeiro lugar o rei do mundo inferior, senhor absoluto do mundo dos mortos, Hades. Caronte é outra figura importante e com um papel fundamental, é ele quem transporta os mortos pelas travessias dos rios infernais, uma figura sombria e esqueletica. Deuses menores como Hypnos e Tanatos também residem no mundo inferior juntamente com o cão Cerbero. um gigantesco cão de tres cabeças guardião do mundo inferior, um ser temido por todos, embora tenha sido abatido e capturado por Hercules. O heroi enfrentou o monstro de mãos vazias, e venceu.

No tartaro residem os hospedes de honra do Hades, estão entre eles os titãs derrotados na primeira guerra entre eles e os deuses olimpianos. Humanos que desagradaram os deuses também residem no Tartaro dentre eles esta Sisifo, um mortal que enganou a morte não apenas uma, mais duas vezes. O deus Hades o puniu com uma severa tarefa a qual ele deveria realizar por toda a eternidade: carregar uma pesada rocha ate o cume de uma montanha, ao fazer isso ela rolava montanha abaixo e ele deveria recomeçar a tarefa.

Por ultimo uma das mais importantes residentes do Hades é Persefone a rainha do mundo inferior. Persefone é um caso curioso por ser uma personalidade que tem sua passagem temporaria no mundo inferior, ela passa suas "ferias de inverno" todo ano lã. Foi decidido em um antigo trato que Persefone ficaria o inverno no mundo dos mortos junto ao seu marido e o restante do ano com sua mãe Deméter e os demais olimpianos.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Os deuses olimpicos e seus dominios

Em tempos imemoriais o mundo grego era governado pelos titãs. O conceito de "titã" é na verdade muito semelhante ao de "deus". Estudiosos aproximam a palavra titã de titaks (rei) e titene (rainha), pois era isso que eles eram, governavam o mundo representando as forças incontrolaveis e indomaveis da natureza. Tais forças só entraram em harmonia quando eles foram derrotados pelos deuses, estes firmaram sua sede de poder no topo do monte Olimpo e dividiram os territorios conquístados cabendo aos trés prinicpais deuses a posse dos ceus, das aguas e do mundo inferior (o mundo dos mortos), mas quanto a esta partilha falaremos detalhadamente mais adiante, nos atendo agora ao nascimento dos deuses e sua conquista pelo poder.
 
Os titãs como já dito eram reis e rainhas e por isso temiam perder seus tronos. Crhonos o rei dos titãs comia seus filhos assim que os gerava pois temia que eles ao crescerem tomassem seu lugar (ironicamente foi exatamente isto que aconteceu). Crhonos teve com sua irmã Reia um total de seis filhos, trés homens (Zeus, Poseidon e Hades) e trés mulheres (Hera, Deméter e Hestia) sendo estes os primeiros deuses olimpicos a qual futuramente destronariam e acabariam com o reinado dos titãs.

Ao vencerem a guerra os deuses olimpicos se firmaram no monte Olimpo como ja foi dito, eles então partilharam os territorios conquistados ficando Zeus o filho caçula com a maior parte, os dominios dos céus, se tornando assim deus dos deuses e dos homens e senhor do monte Olimpo a morada sagrada dos deuses. Poseidon regiu sua autoridade nos oceanos e nos mares, e quanto a Hades coube a menor parcela, ficando ele com o mundo inferior, a morada dos mortos.

É importante salientar que dentre as filhas de Crhonos nenhuma ganhou alguma parte nesta partilha. Hera se uniu a Zeus se tornando assim rainha dos deuses e também deusa dos casamentos, mas ela jamais teve um dominio apenas dela como seus irmãos. A deusa Hestia também nada recebeu, mas no seu caso foi por livre e expontanea vontade, Hestia é uma deusa recalusa e isolada, esta ligada a familía e a religião não se preocupando assim com dominios ou terras para governar. Deméter também não recebeu dominios, mas sim deveres, ela ficou responsavel pela agricultura, tendo que manter a terra sempre fertil, talvez a deusa se tornasse a regente da terra da memsa forma que Poseidon regia o mar e Zeus os céus, mas dado a personalidade de Deméter, que não possui ambição ou cobiça, isto jamais ocorreu. Seu interesse é apenas de agradar e proteger os demais, tendo assim por livre e espontanea vontade aceitado as responsabilidades pelos dominios da terra, mas jamais os proclamado para si.

Feita esta pequena explicação vamos agora falar detalhadamente então dos dominios dos trés grandes deuses: Zeus, Poseidon e Hades.


 


Poseidon governa o mar. É em seus dominios que vivem todas as criaturas marinhas, incluindo as sereias e as ninfas das aguas. É casado com a nereida Anfitrite e com ela gerou tritão. Poseidon governa seu territorio usando da froça extraordinaria de seu tridente capaz de tremer a terra e os mares, o deus assim tem o poder de criar terremtos e maremotos. Muitos outros seres poderosos já governaram os mares ou pelo menos parte deles, antes de Poseidon firmar seu poder, assim temos como exemplo a titanida Tethys, o poderoso Oceano e também o filho dos dois Nereu o velho do mar. Poseidon porem conquistou o direito de governar os mares apos derrotar os titãs e estes dominios são mantidos por ele ate os dias atuais.




Os dominios de Zeus são os ceus, por isso mesmo a ave é um dos animais que o representa. Em seus dominios estão os ventes, os pegasos as harpias e qualquer sorte de ser que caminhe pelo ar. Tem como centro de poder o gigantesco monte olimpo que se ergue nas alturas. Zeus como ja dito se casou com sua irmã Hera. Ele detem o raio a mais poderosa arma presente na mitologia grega, com ela o deus castiga seus inimgos e espalha sua ira rasgando os céus. Zeus ja usou sua arma muitas vezes para proteger seus dominios, algumas delas contra herois como o inconsequente Faetonte e ousado e Arrogante Belerofonte.





Hades governa o mundo inferior (mundo dos mortos, também denominado Hades), este é um local vasto, sombrio e sem esperança, nele os conceitos de céu, inferno e purgatorio cristãos se mesclam. A maioria das almas dos mortos se dirige ao Erebo aonde nele vagam eternamente sem rumo ou objetivo, com o passar dos anos eles acabam perdendo suas identidades ate não se tornarem meros zumbis, sombras do que um dia foram. O Erebo corresponde ao purgatorio cristão. Outra das regiões infernais é o Tartaro um abismo profundo aonde os deuses jogam seus inimigos e aqueles a quais desejam casrigar, é no Tartaro que estão os titãs e mortais como Sisifo. Corresponde ao inferno. A ultima das grandes areas do Hades são os jardins Elisseos, lá a esperança o amor e a felicidade reino, é um paraiso a qual poucos afortunados vão apos a morte. O mundo inferior é sem sombra de duvidas os dominios aonde temos mais informações detalhadas. É nele que residem deuses como Tanatos e Hypnos. O Hades é guardado pelo cão Cerbero e por Caronte, o barqueiro que transporta as almas dos mundos pela travessia do mundo infernal. Hades se casou com a deusa Persefone sua sobrinha, filha de Deméter e Zeus. O mundo inferior ainda possui varios rions como o rio Estige a qual nenhum deus pode jurar em falso e o rio Lete o rio do esquecimento ao qual as almas dos mortais se banham antes de irem reencarnar. Tal como Poseidon possui seu tridente e Zeus o raio, Hades também recebeu uma objeto de grande poder. O deus possui o elmo da invisibildade, algumas vezes ele emprestou este valioso tesouro para mortais, Perseu o recebeu de presente juntamente com o escudo de Atena uma espada dada por seu pai Zeus alem das sandalias aladas de Hermes.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Momo

É a deusa do sarcasmo. Momo é uma deusa menor e pouquissimo conhecida tendo aparições curtas e de pouca importancia. Filha da deusa da noite Nyx, Momo teve sua maior aparição nos acontecimentos que levaram a guerra de Troia.

Quando a quantidade de homens sobre a terra estava crescendo em um ritmo muito grande, Zeus pretendia aumentar o numero de mortes para assim resolver o grade problema do aumento gigantesco da população. O pai dos deuses e dos homens desencadeou a guerra de Tebas, mas esta não foi o suficiente.

Momo então se apresentou, aconselhando a Zeus que oferecesse a nereida Tethys a um mortal. Havia sido profetizado que se um esta se casa-se com Poseidon ou Zeus teria um filho mais forte que o pai. Não poderia haver maior sarcasmo no conselho da deusa, enviando a ninfa a um simples mortal quando ela poderia ter um filho que superaria o proprio Zeus.

Deste casamento nasceu Aquiles. Com a ajuda da deusa Eris que lançou o pomo da discordia que culminou na guerra de Troia, a população foi reduzida drasticamente com uma decada de guerra e o problema assim resolvido.

Tanatos



Tanatos é o deus da morte, filho da deusa Nyx e irmão gemeo de Hypnos o senhor do sono.Habita o mundo inferior juntamente com seu irmão. Como um deus menor a poucos mitos em que ele aparece. Suas principais aparições foram, uma em um conbate contra Hercules na qual o flho de Zeus saiu vitorioso e outra quando este foi enganado e preso por Sisifo. Depois do feito ninguem mais morria então Zeus interviu libertando o deus da morte. 

Ao se ver livre a primeira vitima de Tanatos foi o mortai Sisifo.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Cenas epicas de filmes

Algumas cenas epicas de varios filmes famosos relacionados a mitologia:

Aquiles luta inicial (Troia)

Aquiles vs Heitor (Troia)

Thor vs Loki (Thor)

Perseu vs Medusa (furia de titãs)

Percy vs Hidra (Percy jackson)

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Nereu o velhor do mar

 Nereu "o velho do mar" é uma divinidade aquatica mais antiga que Poseidon.Tem a habilidade de se metamorfosear em seres marinhos e é retratado montado em um tritão.

Ao contrario de Poseidon, Nereu tem um genio mais facil e é menos agressivo. Uniu-se a oceanida Dóris e com ela teve as cinquenta nereidas das quais as mais importantes são: Tethys (mãe de Aquiles), Anfitrite (esposa de Poseidon) e Psâmate.

Moiras



As moiras são as deusas do destino, antes existia a ideia de apenas uma moira, senhora detentora dos destinos. Porem o conceiro sobre estas evoluiu e foram denominadas trés. São elas Cloto, Laquesis e Atropos. As moiras são representadas ora como senhoras idosas ora como lindas donzelas. Vivem isoladas dos outros olimpianos, compenetradas em seu eterno trabalho de tecer a linha do destino de todos os mortais.

Como ja dito existem trés moiras e cada uma possui uma função especifica. Cloto é a fiandeira que tece a linha do destino, sua irmã Laquesis é a sorteadora, pois enrola o fio e decide quem ira morrer. Por ultimo cabe a Atropos o papel final, é ela quem corta o fio encerrando com a vida.

As moiras tem um poder gigantesco que não pode se transgredido nem mesmo pelos deuses. Neste ponto elas se assemelham ao rio estige ao qual os imortais também não podem jurar em falso. Elas se assemelham as Nornes, entidades da mitologia nordica. As moiras aparecem de forma secundaria na maioria dos mitos, embora seu poder esteja sempre presente, foram elas quem decidiram que Aquiloes deveria matar Heitor, e foram as mesamas quem decretaram a queda de Troia, elas porem são neutras em suas decisões e jamais mudam o destino indepedente dos suplicos ou ameaças que qualquer deus faça.

Hypnos



Hypnos é o deus do sono, tem como irmão gemeo Tanatos (morte), nascido de Nyx que os gerou sozinha, sem auxilio de parceiros. Representa a inercia e por isso habita o sombrio reino de Hades de acordo com Vergilio e Hesiodo, aonde as almas vagam sem sonhos ou objetivos. Tomando como base o grande Homero a morada do deus não se encontra no mundo inferior, mas sim na ilha de Lemnos.

As aparições deste deus menor são poucas nos mitos. De acordo com um deles, o deus se apaixonou pelo mortal Endímion e por isso lhe concedeu o dormir de olhos abertos, para que pudesse olhar nos olhos do amante mesmo enquanto este estava adormecido. Conforme outras fontes fora a deusa da lua Selene que se apaixonou pelo mortal e pediu aos outros deuses que o tornassem imortal, Zeus concordou, mas em compensação o fez dormir eternamente.

Hypnos descente da geração da noite pois foi um dos muitos filhos da poderosa deusa Nys. Irmão da Tanatos, pois sono e morte estão intimamente ligados.