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sábado, 15 de março de 2014

Jacinto

Jacinto era um jovem muito bonito ao qual Apolo se apaixonara. O deus do arco passava todos os dias com seu amado caminhando pelas florestas juntos. A esse amor homosexual não havia entre os gregos nenhum preconceito. A relação de amor entre uma pessoa mais velha e experiente (no caso um deus) com uma pessoa mais jovem, era algo comum, e esse amor denominamos pederastia. Vale ressaltar que a pederastia era apenas o amor do homem mais experiente com um jovem ao qual era tutor, a reciprocidade desse amor pelo jovem era vista com maus olhos pelos gregos.

Voltando a historia de Jacinto, Apolo o amava e os dois desfrutavam juntos os seus dias. Em uma ocasião o deus do sol mostrava suas habilidades físicas praticando o arremesso de disco, um esporte comum e popular na Grécia. Jacinto ficara admirado com as habilidades de seu amado e vendo o disco se elevar alto nos céus correu para pega-lo quando caísse. Para a infelicidade de Jacinto o disco bateu no chão e ricocheteou acertando-o na cabeça provocando um grave ferimento. Apolo apesar de seu o deus da medicina nada pode fazer pelo rapaz que acabou morrendo, pois esse era o desejo das moiras (deusas tríplice do destino) e ate mesmo um deus deve se submeter a elas.


Apolo ficou desconsolado, e, para honrar a memoria de seu amado fez que do sangue de Jacinto nascesse uma flor e esta também se denominava Jacinto.

Neste mito podemos ver muitos dos traços comum na mitologia grego-romana. O final tragico de Jacinto é algo bastante normal, apenas mais um entre muitos casos. Podemos citar os mais famosos o amor de Artemis por Adonis, Sansão e Dalila, Zeus e Semele. Todos com finais tristes.

Outro ponto importante é a transmutação de Jacinto em flor. Tal fato se repete com Narciso e também com já citado Adonis. Muitos outros personagens da mitologia grega se tornam avores.

Os mitos de transmutação servem para explicar a origens dessas flores, o mesmo ocorre com os mitos das transformações em animais servindo para explicar a origens desses seres, como é o caso da historia de Aracne (ver postagem).

Apesar da tragédia Apolo encontrara muitos outros amores, afinal é um deus, mas a marca de seu amor por Jacinto permanecera através dos séculos perpetuada pela flor com seu nome.

(flor de Jacinto)

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Aquiles

 Um dos maiores heróis gregos, Aquiles é filho de Peleu com a nereida Tethys. Tanto Zeus como seu irmão Poseidon haviam se apaixonado pela linda Tethys, mas, após saberem por meio de uma profecia que se a nereida se unisse a um dos dois geraria um filho mais poderoso que o pai, os deuses pensaram que seria melhor unirem a mulher a um mortal, por medo de serem destronados por um de seus filhos, tal como aconteceu com o pai de ambos, Crhonos, e o pai deste, Urano.

Tethys é uma entidade poderosa das aguas, e muito respeitada por Zeus, como se vera logo adiante. A nereida ao gerar seu filho Aquiles logo soube de seu cruel destino. O herói seguiria um dentre dois caminhos. Ou morreria jovem, mas com gloria e honra sendo lembrado através dos séculos, ou, morreria velho depois de uma longa vida, mas sem a honra. Uma observação deve ser feita nesse ponto, para os gregos a honra, a força guerreira, a coragem, a nobreza. Todas essas qualidades eram vistas como o modelo, o ideal, do homem grego. O termo grego arete traduz exatamente esse modelo ideal. Com o passar dos anos o conceito de arete foi se modificando. Os diferentes poetas propunham diferentes modelos a serem seguidos. Ate mesmo os filósofos definiam como a arete a inteligência e a razão, como as qualidades maiores do homem.

Voltaremos agora a historia e aos dois caminhos que Aquiles iria seguir. Como um herói, era claro que o filho de Tethys escolheria uma vida curta, mas com gloria. Sabendo disso a nereida tentou evitar, a todo custo, esse destino cruel. Tethys banhou seu filho no rio estige, ainda quando bebe, esperando que as aguas do rio infernal abençoassem Aquiles e o tornassem invulnerável. O poder sagrado do rio teve efeito, mas por descuido a mãe segurou o filho pelo calcanhar enquanto o submergia no rio, ficando assim essa parte do corpo intocada pelas aguas e sem receber o poder sagrado do rio.

Tethys tentou fugir do destino, mas os mitos gregos revelam tão bem como isso nunca é possível. O destino, personificado pelas três deusas Moiras, é um poder que esta ate mesmo acima dos deuses, e estes devem se submeter a ele. Já Edipo tentou lutar contra o destino, que era de matar seu pai e desposar a mãe, cegando-se por fim, apesar do herói tentar fugir foi exatamente isso que aconteceu. O destino é uma força a qual ninguém pode escapar. Aquiles teria dois caminhos para escolher, mas é claro que o filho de Tethys optaria pela morte prematura, mas honrosa, assim como a mãe preverá, e nada, nem a bênção do estige, poderia mudar esse destino.

Agora que já foi explicado sobre o nascimento de Aquiles vamos falar de sua maior façanha, a participação na geurra de Troia, aonde o herói perderia a vida. A aventura épica de Aquiles é contada na Illiada, obra-prima de Homero, maior poeta grego. Aquiles comandava os mirmidoes, e, havia ido ate Illion junto com vários outros comandantes e reis, todos eles liderados por Agamenon, que por ter trazido mais navios de batalha para a guerra ganhara assim o direito de comanda os exércitos.

Não cabe aqui explicar os motivos da guerra, nos focaremos apenas na participação de Aquiles nesta. O herói era o mais poderoso dentre os guerreiros gregos, mas logo no começo da Illiada abandona a campanha por uma desavença com Agamenon, visto que este por ter sido obrigado a restituir Criseida, uma mulher que havia conseguido após um saque a uma das cidades troianas, tomara para sí Briseida, outra bela mulher, esta dada a Aquiles como saque de guerra. Novamente faremos uma breve pausa para explicar o porque dessa atitude de Aquiles. Briseida era para ele não apenas uma mulher, mas um premio por sua bravura e coragem na guerra. Agamenon ao tomar a dama para sí fere profundamente o orgulho do herói, e por isso, esta grave afronta, Aquiles se isola recusando-se a voltar a participar da guerra. Ele chama a sua mãe das aguas salgadas do mar e pede para que ela vingue essa afronta. Tethys vai ate a Zeus lhe pedindo para que a honra de seu filho seja restituida. O pai dos deuses e dos homens aceita, mas tal decisão teria graves consequências.

Assim por muito tempo Aquiles se mantem distante da batalha. Seu isolamento só é quebrado quando morre em batalha Patroclo, escudeiro leal e melhor amigo de Aquiles. Tudo fora planejado por Zeus, seria esse o motivo para que o filho de Tethys voltaria a geurra e ganharia honra e respeito, mas tudo a custo da vida de Patroclo. Os gregos conseguem resituir o corpo do escudeiro de Aquiles, mas suas armas, que pertenciam na verdade a Aquiles, são roubadas pelos troianos, um habito comum na guerra. O herói sofre profundamente pela morte do amigo, e aqui assume o caráter trágico de muitos heróis gregos assemelhando-se a Hercules que em toda sua vida jamais se perdoa pela crime de, um um momento de insanidade, ter assassinado sua esposa e filhos.

Aquiles volta para a guerra não por defesa aos gregos, mas sim movido pela insano desejo de vingança. O assassino de seu amigo era Heitor, domador de cavalos, príncipe de Troia, e o mais valoroso entre os troianos. Fora ele quem roubara as armas que estavam com Patroclo se apossando das antigas armas de Aquiles.

O sofrimento de Aquiles é tanto que ele promete jejuar ate que a morte de seu amigo seja vingada. Pede aos deuses que o impeçam que o corpo de Patroclo apodreça, pois queria realizar os ritos funerários devidos ao seu amigo, apenas depois de te-lo vingado. Nesse meio tempo Aquiles estava impossibilitado de voltar a luta por não ter suas armas, ele chorava de dor e sofrimento, mas Tethys sua mãe lhe prometera armas novas, pedindo-lhe apenas que tivesse paciência.

É comum que nos mitos, não apenas nos gregos, que os herois sejam premiados com armas ou artefatos mágicos. Tethys cumpre bem esse papel, como mãe e protetora do heroi lhe da armas novas, estas feitas pelas mãos do próprio Hefesto, deus das forjas. Armado com armas divinas Aquiles parte para enfrentar Heitor que estava armado com suas antigas armas. É travado um cruel combate ao qual Aquiles sai vitorioso, e, movido por sua furia louca de vingança amarra os pés de Heitor a biga e o arrasta de volta ate o acampamento dos gregos, sem deixar que seus companheiros troianos pudessem ter o corpo de seu heroi para realizarem os ritos funerarios que este merecia.

Tal ato é visto com horror e espanto ate mesmo pelos os deuses. Priamo, pai de Heitor chora e sofre, e os deuses gregos vendo o sofrimento do rei idoso que perdera seu melhor filho decidem ajuda-lo. Isis a deusa do arco-iris é enviada a Priamo e o guia ate o acampamento dos gregos, mais precisamente na tenda de Aquiles. O rei implora ao herói que lhe devolva o corpo de seu amado filho, pois este merecia um enterro digno. Aquiles já havia realizado os ritos funerários de Patroclo, e comovido com o sofrimento do pai lhe devolve o corpo e promete uma trégua na guerra ate que sejam realizados os ritos funerários de Heitor.






Neste ponto termina a Illiada. Não é mostrada a morte de Aquiles o que de certa forma o imortaliza no romance, mas, é citado que ele morrera devido a uma flecha no calcanhar, o único ponto vulnerável de Aquiles, disparada por Paris, irmão de Heitor. Na Odysseia, segundo romance de Homero e a continuação da Illiada, Aquiles ainda aparece no Hades, o mundo dos mortos, em duas ocasiões. A primeira quando Odysseu desce ao mundo dos mortos e a segunda quando os inimigos de Odysseu são assassinados e descem ao mundo inferior, lá eles encontram o maior herói grego que lhes da as boas vindas ao mundo da morte.


Aquiles incorpora o o melhor do homem grego. Seu heroísmo é elevado ao máximo em sua escolha de morrer jovem, para obter a gloria. Alguns estudiosos afirmam que ele teria um caso homossexual com Patroclo, mas é de minha opinião que o amor entre ambos é apenas o "amor heroico" o amor entre companheiros de batalhas, de guerreiros.  Aquiles é, juntamente com Hercules o maior herói grego, com a única diferença que o ultimo alcançou a imortalidade e subiu ao Olimpo.

Para saberem mais sobre a guerra de Troia em si e a Illiada vocês podem ver a postagem da mesma:

domingo, 8 de dezembro de 2013

As brumas de Avalon - A grande rainha


As brumas de Avalon - a grande rainha é o segundo livro da maravilhosa obra de fcção de Marion Zimmer. No fim do primeiro livro da serie Morgana abandona a ilha sagrada de Avalon por causa de sua briga com sua tutora, Vviane, a senhora do lago.

Por causa das artimanhas de Viviane que luta com todas as suas forças manter a velha religião e livra-la do esquecimento, a senhora do lago fez com que Morgana fizesse amor com seu irmão Arthur e ficasse gravida dele gerando assim o filho que ela pretende que se torne o novo grande rei e lute por Avalon.

Tentando fugir do destino e das manipulações de Viviane, a quem ama e odeia, Morgana vai ate o reino de Lot aonde vive sua tia Morguease, que reina juntamente com o rei, seguindo os velhos ritos. Lá Morgana dará a luz ao seu filho Gwydion, o único herdeiro legitimo de Arthur...

Traçara Gwydion o destino sonhado por Viviane?  Ou será sua mãe, Morgana, quem ditara o curso de sua vida? Morguease também vê no filho da sobrinha um escada que a levara ao trono e a tornara grande rainha.

sábado, 23 de novembro de 2013

O desentendimento entre Aquiles e Agamemnon



Que Helena, a mais bela entre as mortais, foi a causa da guerra de Troia todos já estão cansados de saber. Houve porem outra mulher que causou um grande conflito, e mudou o destino da guerra.

Esta mulher é Briseida, sua historia é contada no Canto I da Illiada. Tudo começa porem com Criseida que foi capturada pelos Aqueus em um ataque a Tebas e foi levada como espolio de guerra e dada a Agamemnon o líder das tropas dos Aqueus, por ter sido dentre todos os reis aquele que mais trouxe naus para atacar Troia.

Desejoso de reaver sua filha Criseida o sarcedote de Apolo, Crises, foi ate as naus dos Aqueus oferecendo uma grande recompensa para pagar o resgate de Criseida. Todos os Aqueus acharam justo a proposta, com exceção de Agamemnon. O rei expulsou o sarcedote de forma rude. Crises então rezou para que Apolo intercedesse em seu favor. O deus do sol ouviu as preces de seu sarcedote e começou a lançar suas flechas mortíferas contra as naus dos Aqueus, primeiro matando apenas animais, mas depois matando um a um os soldados gregos.

Temendo a ira do deus arqueiro e sem saber o motivo dela os Aqueus se reúnem e chamam Calcas, filho de Testor, o mais sábio dentre os adivinhos que vieram para a guerra. O adivinho diz que o único jeito de apaziguar a cólera do deus do sol seria devolvendo Criseida ao pai, sem mais receber o ouro do resgate, e oferecendo ao deus hectacombes.

Agamemnon fica furioso, mas percebendo que seria o melhor para os Aqueus, pois tolo é aquele que desagrada aos deuses, aceita em devolver Criseida, mas em compensação toma a pose de Briseida, uma moça que havia sido dada como premio para Aquiles, como espolio de guerra.

Aquiles se sente encolerizado, pois outro queria lhe tirar o premio que ele havia conquistado com merecimento (o motivo da ira de Aquiles não é por ele amar Briseida, embora é claro que ele nutrisse sentimentos por ela, mas sim pela afronta que Agamemnon fizera ao lhe retirar o premio, desmoralizando-o).

Aquiles aceita em entregar Briseida, pois por mais desonesto que fosse Agamemnon ele ainda era o rei, e Aquiles reconhece isso. Porem o herói se distancia da guerra e com ele os Mirmidoes que comanda. Sua ausencia muda o destino da guerra e ele só retorna a batalha após a morte de seu melhor amigo Patroclo.

Briseida é como Helena uma mulher que causa grandes mudanças na guerra entre gregos e troianos. Em toda a epopeia tem apenas uma fala, mas esta sendo de grande beleza.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Filme: As brumas de Avalon


Baseado no celebre livro de Marion Zimmer Bradley, as brumas de Avalon reconta a lenda do rei Arthur, sua luta para chegar a poder e o confronto entre a antiga relgião dos celtas e o cristianismo.

Download: Clique aqui

terça-feira, 23 de julho de 2013

Resenha: Iliada

A Illiada é uma das maiores obras dos poetas gregos antigos. Escrita por Homero datada de aproximadamente 700 a.c. A historia narra uma das maiores guerras travadas pelos gregos a guerra de Troia, aonde mortais e imortais se juntam em campo de batalha com varias das divindades a favor dos troianos e outras a favor dos gregos.

Farei aqui um breve resumo (pois esse conteúdo é por demasiado longo) sobre a escrita de Homero e os principais pontos da narrativa. Destaquei aqui os pontos que considero mais importantes, o julgamento de Paris que nomeia Afrodite como a mais bela dentre as imortais. O ato de Agamenon de tomar Briseida de Aquiles fato que desencadeia o abandono da guerra por parte do herói, retroando a batalha só muito tempo depois apenas com a morte de Patroclo.


I - REALIDADE OU FICÇÃO?

Um dos principais pontos sobre esta narrativa e se a guerra entre gregos e troianos realmente aconteceu ou se é apenas uma obra saída inteiramente da imaginação do poeta Homero. A verdade é que a guerra não aconteceu por volta do ano 700 a.c data ao qual o poeta viveu e sim muito distante disso em 1100 a.c uma suposição aceita é que os cantos sobre esse episodio epico tenham se passado oralmente atraves de poetas e ate chegar aos ouvidos de Homero.
Talvez houvesse sim existido uma guerra de troia, e Homero tenha mistificado e episódio inserindo grandes heróis e a presença dos deuses olimpianos. Ficção ou realidade no fundo isso não tem importância a Illiada é uma obra fundamental para a mitologia grega que traz ao leitor a sociedade e os costumes antigos da época alem de um belo quadro divino, é ai que esta sua importancia e valor e não em sua veracidade.

II - A ESCRITA HOMERICA

Para quem leu a Illiada ou ate mesmo a Odisseia é fácil notar os traços e características da escrita Homerica. Homero deusifica os homens, todos os guerreiros são belos de porte majestoso e de grande honra, as naus são todas velozes e bem construidas e os palacios ricos e abundantes. Ironicamente os deuses são humanizados se tornando ciumentos, vingativos, mesquinhos e ate mesmo infantis.
Outro fator interessante de se ressaltar são as batalhas que se desenrolam de forma um tanto tediosa pela repetição constante de arremessos de lanças que muitas vezes nem sequer atingem o alvo. As batalhas porem são intensas e ocupam grande parte da obra. Outro traço marcante na escrita de Homero é a analogia que compara os heróis muitas vezes a animais de porte como o javali ou o leão ou a outros animais.

III - O POMO DA DISCÓRDIA

O inicio da guerra de troia se da por um motivo divino e não terrestre. Embora sejam os mortais os protagonistas da guerra tudo teve seu inicio por causa dos deuses, ou melhor das deusas, especificamente Atena, Hera e Afrodite.
Tentando decidir quem era a mais bela entre as imortais essas trás deusas resolveram fazer um julgamento "justo" e por isso elegeram como juiz Paris, principie de troia. A eleição porem nada teve de justo, fora na verdade uma barganha em que cada deusa fazia sua melhor chantagem a Paris. O príncipe ficou com a oferta de Afrodite que lhe prometera o amor de Helena, a mais bela dentre todas as mortais como era conhecida. Sendo assim ficou decidido que a Afrodite era a mais bela das deusas e esta prometeu proteger o príncipe, porem isso despertou a raiva e a inveja de Atena e Hera que descarregariam sua ira sobre o mortal. Tal fato não acontece durante a Illiada, sendo apenas citado brevemente.

IV - O RAPTO DE HELENA

Sabendo que teria o coração de Helena, Paris foi ate Esparta e foi recebido por Menelau com um grande banquete como era devido a um hospede honroso. No banquete Helena ao ver o lindo Paris se apaixonou por ele graças ao encanto lançado pela deusa Afrodite e juntos eles fugiram de Esparta. Paris levou a jovem ate sua terra, Troia e por causa disso a grande guerra começou. Paris não sabia, mas ao levar Helena havia assinalado a destruição de todo seu reino.

V - A GUERRA

A guerra começa a ser narrada não de seu inicio, mas no inicio do seu décimo ano. Agamenon , irão de Menelau, junto com muitos outros reis haviam trazido seus navios para saquear e destruir Troia e como ele havia levado mais navios que os demais foi eleito naturalmente o líder da campanha militar.
Logo no primeiro canto nos é mostrado o herói Aquiles em discórdia com Agamenon, o motivo da briga era (novamente) por causa de uma mulher. Acontece que ambos haviam recebido como espolio de guerra duas lindas mulheres Criseida e Briseida, a primeira pertencia a Agamenon e a segunda a Aquiles. O pai de Criseida, um sacerdote do deus Apolo, visita o acampamento dos gregos e implora que devolvam-lhe a filha mediante um valioso resgate de muito ouro. Agamenon enfurecido manda o homem embora, expulsando-o do acampamento. O sarcedote reza a Apolo que lhe ajude e o deus mirando ao longe com suas setas mata um a um os soldados gregos.
Com as baixas diárias de soldados Agamenon aceita devolver a moça (que o faz agora sem receber restituição alguma) porem toma Briseida de Aquiles gerando a briga entre os dois. Aquiles enfurecido com a humilhação pois a moça como um espolio de guerra era por direito sua, resolve sair da guerra voltando ao combate apenas se os troianos chegassem a atacar os Mirmidoes, seu grupo de soldados, que se encontravam nos navios.
Apos a moça ser restituída ao seu pai, Apolo cessa os ataques aos gregos. Aquiles porem estava inconformado e chorando pede ajuda a sua mãe a nereida Tethys que faça com que Agamenon e os gregos lhe paguem com o devido respeito por terem o humilhado daquela forma.

VI - O PEDIDO DE TETHYS E O DESENROLAR DA GUERRA

Tethys visita o Olimpo implorando ao grande Zeus que de honra a seu filho. O deus concorda e assim trama para que os gregos caiam para assim terem que precisar da ajuda do grande Aquiles. Longe do olimpo a guerra se desenrola. Do lado dos troianos Priamo rei de troia e seus filhos Heitor e Paris são os principais personagens, como personagens femininas temos Hécuba, eposa de Priamo, e Andromaca esposa de Heitor. Do lado dos gregos temos uma grande variedade de herois, o rei Agamenon, Menelau, o sábio Nestor, os heroi Diomedes e os dois Ajax (a qual são chamados muitas vezes de "Ajantes"), além destes esta o engenhoso Odysseu (Ou Ulisses dependendo da nomenclatura, protagonista de Odisseia) e Aquiles com seu fiel escudeiro Patroclo, ambos se mantém distante da batalha na maior parte da narrativa.
A guerra se desenrola em sucessivas batalhas com a morte de varios guerreiros dos dois lados. Atena e Ares entram no campo de batalha e ate mesmo Afrodite. O casal de amantes, Afrodite e Ares, chega ate mesmo a serem feridos em guerra embora obviamente não pudessem ser mortos.

VII - A MORTE DE PATROCLO

A morte de Patroclo é em minha opinião o evento mais importante de toda a Illiada, é a partir desse evento que Aquiles volta a guerra, movido não por desejo de gloria, mas sim por vingança contra o homem que matou Patroclo, Heitor que é chamado na obra de "domador de cavalos" uma referencia ao povo de Ilion que eram hábeis em domar cavalos.
Como havia prometido Aquiles se mantivera longe da guerra e Patrocolo e os demais mirmidoes também. Porem a situação começou a ficar difícil para os gregos, Heitor comandando as hostes inimigas vencia facilmente a guerra. Aquiles se sentiu angustiado por ver seus amigos em combate tão duro e muitos de seus amigos, os grandes heróis gregos, haviam sido feridos em batalha.
Aquiles manda Patroclo para lutar no seu lugar, pois havia prometido não voltar ao combate sem que os troianos chegassem as naus aonde estava e seria desonroso e vergonhoso consigo mesmo quebrar essa promessa. Patroclo veste a armadura e o elmo de Aquiles e comanda os mirmmidoes em combate. O escudeiro luta com bravura, ate que encontra Heitor, os dois travam um feroz combate, e Patroclo é derrotado pois os deuses ajudam ao troiano. Heitor mata Patroclo e se apossa de sua armadura (que era originalmente de Aquiles) teria se apossado de seu cadáver também, mas os gregos conseguiram restitui-lo a salvo.
Patroclo morre, mas consegue para o avanço inimigo. Aquiles deseja ir ao combate vingar o amigo morto, mas Tethys o adverte e não ir pois estava sem sua armadura, aconselhando ao filho que aparecesse para seus inimigos pois só sua presença era majestosa era o suficiente para assustar os troianos que ainda lutavam e os fazerem recuar.

VIII -A BATALHA ENTRE HEITOR E AQUILES

Aquiles pede a mãe que proteja o cadáver de Patroclo para que este não apodrecesse, pois só iria fazer os ritos funerários depois de vingar o amigo. Tethys com seu poder faz com que nem os cães ou os vermes se alimentem de Patroclo, e então visita o deus Hefesto pedindo-o que forje novas armas ao seu filho. Após estar armado com uma armadura feita pelo proprio deus das forjas Aquiles parte para seu combate final. Aquiles vai ate os muros de troia e desafia Heitor. Uma grande batalha é travada e Aquiles obtém a vitória e após matar Heitor furta o cadáver atando-o a sua biga e com ele desfila ao redor dos muros de troia, um ato tão horrendo que ate os deuses sentem desprezo. Em seguida Aquiles leva o cadaver ate o acampamento dos gregos.

IX - RITOS FUNERARIOS E JOGOS EM HONRA DE PATROCLO

No acampamento grego Aquiles sacrifica doze troianos em honra a Patroclo e realza jogos entre seus companheiros. Patroclo é queimado e assim sua alma pode descer em paz ao Hades. Dentro das muralhas de Troia o rei Priamo chorava por não poder também fazer os ritos funerarios ao seu filho pois Aquiles havia roubado o cadaver de Heitor. A deusa Iris é enviada e guia o velho rei ate a tenda de Aquiles no acampamento dos gregos. O rei pede ao herói que lhe de o corpo do filho, e Aquiles aceita e assim se acaba a narrativa.

IX - CONCLUSÃO

A Illiada tem como tema principal o sofrimento do heroi Aquiles e sua luta para tentar atenuar sua culpa pela morte do companheiro amado Patroclo. O destino de Aquiles havia sido traçado desde cedo, sua mãe Tethys sabia que o filho ou morreria jovem, mas com a gloria e a honra ou morreria velho, tendo uma vida longa mas sem a gloria de um heroi. É claro que Aquiles optou pela primeira opção.
Tethys desde sempre tentou impedir a morte do filho, mesmo sabendo que era impossível se opor as vontade das Moiras (as deusas triplices do destino) a mãe de Aquiles banhou seu filho nas aguas do rio estige logo ao nascer, conferindo invulneabilidade ao seu corpo, porem o segurou pelo calcanhar ao fazer isso e por isso este não foi abençoado pelo poder do estige.
O romance acaba com a devolução do cadáver de Heitor, mas é citado que Aquiles ira encontrar a morte por uma flecha no calcanhar lançada por Paris e guiada pelo deus Apolo. O desfecho da guerra com a artimanha do cavalo de Troia é citado não na Illiada, mas sim na Odisseia, fato que ocorre após a morte de Aquiles.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Penelope

Esposa do heroi Odisseu e uma das personagens principais de Odisseia. Penelope é a rainha de Itaca. Apos o termino da guerra de Troia, todos os comandantes e guerreiros gregos voltam a seus lares, seu marido porem não o faz o que acarreta na erronea dedução por parte de todos de que Odisseu perecera na viagem de volta.

Penelope é então cercada de pretendentes que a pressionam em se casar para adquirirem suas riquesas e o trono de Odisseu (na Odisseia são citados 52 pretendentes sendo Antínoo e Eurímaco os principais). Para fugir da obrigação imposta de se casar Penelope arquiteta um plano, promete se casar apos termina de tecer uma peça de pano, e assim passa os dias a fiar, mas a noite as escondidas desfaz todo o trabalho. O plano funcionou durante trés anos, mas uma serva contou da artimanha aos pretendentes que a obrigaram a terminar o trabalho.

A rainha de Itaca é a imagem de uma personagem pura que ama incodicionalmente seu marido, um simbolo de fidelidade e devoção com Odisseu. Apos vinte anos de espera seu marido volta a patria matando a todos os pretendentes e os dois voltam finalmente a ficarem juntos.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Telemaco

Telemaco, heroi grego do romance Odisseia, de Homero. Filho de Odisseu e de Penelope. Telemaco é um classico esterotipo de filho que vive as sombras do pai, sem jamais alcançar seu brilho. Apos seu pai ter ido a guerra de Troia (que o fez quando Telemaco ainda era um bebe) e jamais ter retornado sendo considerando como morto. Varios pretendentes passaram a cercar sua mãe, Penelope, exigindo que ela arranja-se um novo marido.

Foi nesse ambiente que Telemaco cresceu, vendo os pretendentes a ursurbar e a consumir as riquesas de seu reino e a pressionarem sua mãe, mas sem jamais ter força para se impor e expulsar estes homens vis. Apesar de sua fraquesa em se impor Telemaco é nobre de coração e se destaca por seus celebres discursos, porem estes são todos inspirados pela deusa Atena, sua grande aliada e protetora.

Telemaco representa o jovem que vive as sombras do pai e que por falta de experiencia e ingenuidade comete varios erros, como no caso do assassinato aos pretendentes em que o jovem se descuida e deixa aberta a sala aonde se encontravam varias armas, e com elas os pretendentes se equipam para enfrentar a Telemaco e seu pai.

sábado, 6 de abril de 2013

Livro: As melhores historias da mitologia Celta



Um livro leve que conta os principais mitos Celtas dividindo-os em duas partes, a primeira se foca nas lendas irlandesas contando pricnpalmente os mitos dos deuses celtas. A segunda parte é centrada nos mitos gaulesas e narras as historias envolvendo o rei Arthur e seus fieis cavaleiros.
O livro apresenta os mitos como contos o que torna a leitura muito mais agradavel. Embora não seja um livro aconselhado para pesquisas aprofundadas sobre o assunto é bastante interessante para apresentar os mitos Celtas, podendo ser lido tanto para adultos quanto por crianças.
Link (Livraria cultura): Clique aqui

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O arquetipo do héroi grego



O termo héroi na Grecia antiga tinha um sentido bem diferente ao que nós temos atualmente. Para nós o héroi é uma pessoa com poderes sobre-humanos que age em bem do povo. Qualidades como honestidade, justiça, lealdade e coragem são comuns a todos eles que não agem procurando a gloria e a fama, mas essas são consequencias de seus atos benevolos a sociedade e ao mundo.

Nos mitos gregos os hérois são bastante presentes, mas seu conceito é diferente. Primeiramente o héroi tem sim habilidades sobre-humanas, Hercules tinha uma força tremenda, mesmo bebe estrangulou duas serpentes venenosas enviadas por Hera para mata-lo. Teseu moveu uma rocha para conseguir adquirir a espada e as sandalias de seu pai de criação, rei de Atenas. Para os gregos, os hérois usavam destas habilidades extraordinarias para livrar a grecia de monstros e bandidos, pois eles eram os unicos capazes disso. Agora chegamos a pergunta crucial, porque apenas eles poderiam realizar tais façanhas? O que os fazia tão especiais, tão unicos?

A respsota a essa pergunta esta em suas origens. Os hérois gregos tem em sua maioria origem divina. Eles nasceram de união entre deuses e mortais, são semi-deuses, e por isso podem realizar proezas que nenhum outro humano poderia, mas apesar dessas incriveis habilidades eles ainda são mortais, podem ser mortos, pois não são deuses.

Existem porem hérois que não tem origem divina, Odysseu é filho de pais mortais, mas mesmo assim realizou feitos incriveis. Este héroi é bastante interessante, se analisarmos os mitos de Odysseu percebemos que ele consegue realizar feitos heroicos não pela força e habilidades sobre-humanas, mas sim atraves da inteligencia. Ele é astuto e em toda sua jornada é guiado por Atena deusa da sabedoria. Alem do mais poucos sabem, mas o héroi de Itaca é descendente distante de Hermes, um deus que por sua astucia e esperteza também alcançou grandes feitos. Então tendo herdado de sua distante origem a astucia de Hermes, e sendo guiado por Athena o héroi consegue realizar seus feitos heroicos.

Como ja falamos das habilidades dos herois e suas origens vamos nos ater a outro ponto importante dos hérois gregos, as motivações que os levam a agir. Para os gregos a justiça não era sempre a força que movia o héroi ele não age o tempo todo pelo bem do povo, mas as vezes por motivos pessoais, muitas vezes de forma egoista e desonesta, ou então agem buscando a gloria e em consequencia disso acabam relizando feitos beneficos ao povo.

Hercules é um grande exemplo disso, realizou seus doze trabalhos para se purificar, o héroi é marcado pela culpa que sentia por ter matado sua familia e a realização dos trabalhos era uma forma de auto-punição. Odysseu mata os pretendentes de sua esposa por um motivo puramente pessoal, realizou uma chacina matando os cinquenta pretendentes (não que eles não merecessem esse destino...). Ainda analisando o héroi de Itaca, não foi sua esposa Penelope sempre fiel ao marido mesmo com tantos pretendentes a pressiona-la a se casar? Mesmo quando todos acreditavam que seu marido havia morrido em Troia? A princessa se manteve fiel ao marido, Odysseu por outro lado não manteve a fidelidade, tendo constantes casos extra-conjugais despossando, outras mulheres como a linda Calipso e a poderosa Circe.

Os herois gregos tem um aspecto de dualidade, hora são bondosos hora agem de forma extremamente anti-etica. Teseu abandonou Ariadne depois de tudo que ela fez para ajuda-lo, e o que não dizer de Jasão que descartou Medeia apos a feiticeira ter traido seu proprio pai e fugido com o heroi?

Os herois gregos matam monstros, lutam em guerras e despossam lindas princesas. Por outro lado traem, agem de forma egoista e em seu final morrem de forma banal e infantil, a algumas excessões que tem finais gloriosos como Hercules que se torna um deus ao desposar a linda deusa Hebe.

Estes herois, personagens fantasticos ainda nos fascinam em seus mitos e aventuras e continuarão a fascinar as pessoas das gerações futuras com suas qualidades e defeitos tão divinos e tão humanos. Pois são seus defeitos que os tornam ainda mais cativantes, todo personagem perfeitinho demais acaba se tornando superfciais e sem graça.

Os 12 trabalhos de Hercules

Para quem não sabe, irei aqui resumir sem maiores explicações os 12 trabalhos desse grandioso heroi:

1 - Matar o leão de Nemeia
2 - Matar a hidra de Lerna
3 - Capturar o javali de Erimanto
4 - Capturar a corça de Cerinia
5 - Matar as aves do lago de Estinfalo
6 - Limpar os estabulos de Augias
7 - Caoturar o touro de Creta
8 - Capturar as eguas de Diomedes
9 - Recuperar o cinturão da rainha Hipolita
10 - Capturar os bois de Gerião
11 - Capturar Cerberos o cão guardião do mundo inferior
12 - Roubar uma pomo de ouro do jardim das Hesperides

sábado, 8 de dezembro de 2012

A simbologia do remorso no mito de Héracles



A matéria original foi publicada no jornal Diário do nordeste, no dia 8 de dezembro de 2012. Você pode encontrar esta matéria no site do jornal para isso - Clique aqui


Encontrei hoje uma matéria muito interessante sobre o mito de Héracles escrita por Antonio Luciano Bonfim Neto. Nela é apresentada uma visão muito completa e esclarecedora sobre os mitos deste herói que é com toda certeza o maior dentre os semi-deuses.

Filho de Zeus e da mortal Alcmena, Hércales era um garoto prodigioso desde pequeno, tal fato atraiu a ira e a cólera da rainha dos deuses Hera. A deusa esposa de Zeus, lança sobre o herói uma fúria e insanidade que o fazem agir de forma descontrolada, matando sem ser a sua intenção sua família.

E é exatamente isso afirma Bonfim que trilha todas as suas ações futuras. Atormentado pelo arrependimento e sem conseguir perdoa-se Héracles puni a si mesmo das piores formas possíveis. O herói se submete as ordens do covarde rei de Micenas, Euristeu. É nesta submissão que o herói cumpre os famosos 12 trabalhos, arriscando sua própria vida enfrentando monstros poderosos, e ate se humilhando com trabalhos que tinham como intento ridiculariza-lo como foi o caso do sexto trabalho aonde Hércules teve que limpar os estábulos de Augias rei de Élis.

Hercules é então segundo Bonfim, um anti-herói, agindo não por gloria ou fama, mas apenas para tentar culpar a si mesmo, mostrando assim todo seu egoismo. O filho de Alcmena faz atos heroicos e bravos salvando cidades de monstros e bandidos, mas não o faz com a intenção de ajudar o próximo.

Para tentar se redimir Hércules se humilha mais e mais, se tornando servo da Onfale, aonde ela o ordena vestir roupas femininas e ela mesmo se cobre com o manto de leão do herói. A culpa porem persegue Hércules durante toda a vida encontrando a paz apenas depois da morte quando em gloria e louvor ele sobe ao olimpo como um imortal, despossando a Hebe a deusa da juventude filha de Hera.


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Tabela dos heróis

Uma tabela sintetizando os principais heróis, suas linhagens, cidades de origens, armas e feitos heroicos. 
Por ultimo, no espaço "historia" um link para uma postagem sobre o herói aqui no blog, aonde você encontrara informações mais detalhadas sobre o mesmo.

-- Hercules -- 
Pai: Zeus
Mãe: Alcmena
Cidade de origem: Tebas
Armas/equipamentos: Pele do leão de Nemeia, flechas envenenadas com o sangue da Hidra de Lerna, clava.
Grandes feitos: Cumprimento dos doze trabalhos, participação na expedição dos Argonautas, matou o leão do monte citerão.
Esposas: Megara (filha do rei Creonte de Tebas), Dejanira, Iole (filha de Eurito rei da Ecalia), Onfale, deusa Hebe.
Historia: Indisponível


-- Perseu --
Pai: Zeus
Mãe: Danae
Cidade de origem: Argos
Armas/equipamentos: Espada (dada pelas ninfas, presente de seu pai), sandálias aladas de Hermes (emprestadas), escudo de Atena (emprestado), elmo de invisibilidade de Hades (emprestado), cabeça da medusa.
Grandes feitos: Matou a medusa e ao monstro marinho Kraken.
Esposas: Andromeda (princesa da Etiopia filha de Cassiopeia e Cefeu).
Historia: Clique aqui

--Faetonte--
Pai: Helio
Mãe: Climnestra (não confundir com Climnestra mãe de Elctra e Ifigênua)
Cidade de origem: Desconhecido
Armas/equipamentos: Nenhum
Grandes feitos: Nenhum
Esposas: Nenhuma
Historia: Clique aqui


--Teseu--
Pai: Poseidon
Mãe: Etra
Cidade de origem: Atenas
Armas/equipamentos: Espada
Grandes feitos: Matou o Minotauro, luta contra as amazonas.
Esposas: Antiope, Fedra 
Historia: Clique aqui

--Jasão--
Pai: Esão
Mãe: Alcimede
Cidade de origem: Iolco
Armas/equipamentos: Lança
Grandes feitos: Liderou com exito a expedição dos Argonautas.
Esposas: Medeia, Creusa
Historia: Indisponivel

--Belerofonte--
Pai: Poseidon
Mãe: Eurimede (em outras versões seu nome é Euriinome)
Cidade de origem: Corinto
Armas/equipamentos: Desconhecidas
Grandes feitos: Matou a quimera
Esposas: Filone
Historia: Clique aqui


--Orfeu--
Pai: Apolo
Mãe: Caliope (uma das nove musas)
Cidade de origem: Tracia
Armas/equipamentos: Lira
Grandes feitos: Descida ao Hades, participação na expedição dos Argonautas
Esposas: Eurydice
Historia: Clique aqui


-- Edipo -- 
Pai: Laio
Mãe: Jocasta
Cidade de origem: Tebas
Armas/equipamentos: Nenhum
Grandes feitos: Matou a esfinge
Esposas: Jocasta
Historia: Indisponível


--Odysseu (Ulisses)--
Pai: Laerte
Mãe: Anticleia
Cidade de origem: Itaca
Armas/equipamentos: Lança, arco.
Grandes feitos: Matou o ciclope Polifemo, participou da guerra de Troia.
Esposas: Penelope (princesa de Troia), Circe (amante), Calipso (amante)
Historia: Indisponivel

-- Aquiles -- 
Pai: Peleu
Mãe: Tethys (Nereida)
Cidade de origem: Desconhecido
Armas/equipamentos: Espada forjada por Hefesto.
Grandes feitos: Matou Heitor, príncipe de Troia.
Esposas: Nenhuma, mas tinha um caso com Briseida.
Historia: Clique aqui

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Faetonte



Filho do deus solar Helio e da mortal Climnestra. Faetonte cresceu ignorante de sua origem paterna, quando chegou ao inicio da adolescência a mãe lhe contou que seu pai era o deus Helio.

Ao falar a todos da grande descoberta seus amigos e pessoas próximas riram dele, achando se tratar apenas de uma historia inventada. O próprio Faetonte estava a duvidar se o que sua mãe dissera era mesmo verdade, então resolveu ir ao encontro de seu suposto pai para descobrir a verdade.

O jovem passou por muitas dificuldades, mas enfim com muito esforço conseguiu chegar ao palácio luminoso de Helio. Ao ver o filho o deus o abraçou, Faetonte então lhe perguntou se era mesmo verdade a historia que sua mãe contara. Helio confirmou mas disse que para não restar nenhuma duvida sobre o assunto o filho poderia pedir qualquer coisa que ele lhe atenderia, e para provar que falava a serio jurou em nome do Estige o rio infernal a qual os juramentos ate mesmo os deuses devem obedecer.

Cheio de entusiamo e aspirando grande gloria o filho de Helio pediu que o pai o deixasse guiar a carroça do deus que carregava o sol ao qual Helio fazia sua travessia diária. O deus então percebeu o seu fatal erro, pediu ao filho para reconsiderar, falou que ficaria feliz em lhe atender qualquer pedido menos este. Helio contou a Faetonte como era exaustiva e perigosa a caminhada pelo céu  de que como ate mesmo ele tinha dificuldades em domar os quatro cavalos que puxavam a carroça.

Porem os avisos paternos foram inúteis  Faetonte não cedeu, queria provar a todos o qual majestoso era, e que poderia fazer um trabalho tão difícil como o encarregado a um deus. Preso a sua promessa feita ao Estige o deus solar foi obrigado a cumprir com a palavra.

Quando a manha começava a nascer, Helio deu a carroça solar ao filho também valorosos conselhos. Lhe disse que os quatro cavalos eram fortes e vigorosos e por si só já sabiam a rota a ser percorrida, porem que ele deveria doma-los e domina-los e para isso o deus aconselhou que Faetonte não usasse o chicote apenas sua força e habilidade. O segundo conselho do deus sol foi que o filho não cavalgasse alto demais pois poderia incendiar os céus nem baixo demais pois assim arrasaria a terra, dito os conselhos Helio passou um balsamo no corpo do filho para protege-lo do forte calor.

Segurando as rédeas dos cavalos e cheio de confiança partiu Faetonte na carruagem solar. Logo porem ficou provada a falta de habilidade do semi-deus em domar os cavalos, estes vendo a pouca força e habilidade de seu condutor mudaram o rumo, o carro vagueou desordenado indo ora para cima, ora para baixo queimando os céus e a terra.

O desespero tomou conta de Faetonte, mas era tarde demais para voltar atras. Geia a mãe terra, vendo a destruição que o sol próximo demais da terra fazia pediu a Zeus que acabasse com todo aquele sofrimento. O pai dos deuses ouviu o apelo, e ciente das graves consequências que viriam se o filho inexperiente de Helio continuasse a guiar a carroça, o deus o fulminou com um raio certeiro.

O corpo carbonizado de Faetonte caiu dos céus e pousou nas águas de um rio, irreconhecível devido aos ferimentos, e assim morreu o filho de Helio, sem glorias nem atos heroicos.

O mito de Faetonte é por demais claro. O semi-deus não encontrou o meio-termo, como Icaro que também havia sido orientado a não voar nem alto nem baixo demais, o semi-deus fez um voo caótico o que culminou não só em sua morte como plantações e cidades foram queimadas devido a imprudência do herói.

Era claro desde o inicio o fracasso de Faetonte. Analisando o mito o herói não passou por nenhuma provação anterior que o preparasse para a sua grande provação, Teseu por exemplo antes de se aventurar a enfrentar o Minotauro teve que mover uma pedra e debaixo dela retirar as sandálias e a espada do pai. Eis ai outro ponto importante, os presentes recebidos pelo herói para auxilia-lo em suas façanhas sejam elas quais forem. Teseu recebeu do pai as sandálias e a espada, de Ariadne foi presenteado com um novelo de lá que o ajudou a encontrar a saída do labirinto. Hércules foi presentado com devido direito aos seus esforços com a pele do leão de Nemeia que matou e com o veneno da Hydra de Lerna a qual o usou em suas flechas, e o que podemos dizer do grande Perseu? O filho de Zeus recebeu tantos presentes que era quase impossível falhar em sua missão! As ninfas o presentearam com o escudo de Atena, uma espada de Zeus e o elmo de invisibilidade de Hades. Hermes lhe emprestou suas sandálias aladas e apos matar a medusa o herói foi recompensado com a cabeça da mesma.

Faetonte porem não recebeu nem presentes e nem passou por provações que o preparassem. Tudo que recebeu foi um balsamo que o protegeria ate um certo ponto do calor incandescente do sol. O maior presente que ele recebeu pode-se dizer que foram os conselhos paternos, mas nem estes ele seguiu, vendo que voando alto e baixo demais castigou tanto os céus quanto a terra.

Alem do mais o filho de Helio não foi instruído  muitos heróis tem mestres que os instruem e os preparam para sua futura vida heroica. Hércules (e muitos outros) foram treinandos pelo centauro Quirion. Para finalizar o maior motivo do fracasso de Faetonte foi por ele alem de não ter nenhuma preparação para a provação que desejou, também somamos ao fato de que o semi-deus almejou algo que apenas os deuses poderiam fazer, ele cruzou a linha que separa o humano do divino aspirando ser tão bom quanto os deuses. Aracne cometeu o mesmo erro quando se intitulou melhor fiandeira que Atena, e de certo provou estar certa (ou ao menos em nível igual a deusa) mas por essa afronta foi transformada em aranha pela deusa. O filho de Helio teve punição mais severa, fulminado por deus e morto com dor e sofrimento, a fugira arquetípica do jovem que motivado por seu entusiasmo juvenil esquece que deve ter prudencia e acaba cometendo erros fatais.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Belerofonte



Belerofonte pode-se traçar o significado de seu nome como "Aquele que possui muita força". Filho de Poseidon tendo como pai "humano" a Glauco (filho de Sisifo) e a Eurímone como mãe. O herói nasceu nasceu em Corinto.

Já adulto, o filho de Poseidon matou sem querer a sei próprio irmão Delíades (conforme outras nomenclaturas Píren). Devido a esse acontecimento foi exilado e se refugiou no reino de Tirinto aonde foi acolhido pelo rei local Preto.

Foi em Tirinto que o herói teve sua segunda desgraça. Aconteceu que a esposa do rei, Anteia se apaixonou perdidamente por ele. Belerofonte a repudiou, irada com a recusa Anteia acusou-o falsamente de te-la violentado. Preto então mandou o herói embora, para a Lícia aonde reinava seu sogro Ióbates.

Acontece que Preto havia enviado secretamente uma carta ao sogro pedindo-lhe que matasse o hospede. Ióbates já o tendo hospedado em seu reino se recusou a tal ato, porem tramou elimina-lo de outra forma. O rei da Lícia pediu que Belerofonte matasse a Quimera, um ser monstruoso com corpo de cabra, cauda de serpente e trés cabeças, uma de cabra outra de serpente e a ultima de leão.

Atena (outros dizem ter sido seu pai Poseidon) ao ver o qual impossível era a tarefa imposta ao herói enviou o cavalo alado pegaso para ajuda-lo. Com a ajuda de Pegaso Belerofonte derrotada facilmente o monstro. Impressionado com a vitoria de seu hospede, o rei da Lícia o envia para mais duas tarefas: a primeira delas derrotar aos Solinos, filhos de Ares, a segunda bem mais difícil enfrentar as temíveis amazonas.

O herói saiu vitorioso das duas lutas, e quando voltava da ultima batalha em direção a Licia Ióbates lhe envia  uma ultima provação. Reunindo seus melhores homens o mandam armar uma embocada contra o filho Poseidon, tal artimanha porem fracassa, e Belerofonte triunfa novamente.

Quando o herói volta a Lícia, Ióbates fica impressionado com todo o poder dele e se convence de que tal homem so poderia ter vindo de origem divina. Assim ele oferece a sua filha Filône em casamento e apos morrer lhe da também o trono da Licia.

Pois é nesse ponto do mito que o mal acomete ao filho de Poseindon. Como é comum aos heróis gregos, Belerofonte ao alcançar o poder se torna vaidoso e arrogante. O herói se acomoda em seus triunfos passados e com seus prêmios conquistados (o reino e a princesa) que deixa de evoluir, decaindo para um estado inferior.

Cheio de orgulho Belerofonte se acha mais poderoso que os próprios deuses. Assim monta em pegaso e tenta subir ao Olimpo para desafiar os imortais. Zeus ao ver tamanho ato de desafronta o fulmina com raios, fechando-se assim o final trágico do herói.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Semi-deuses

Na mitologia grega é comum a união de deuses com mortais, gerando assim filhos com habilidades sobre-humanas (graças a sua origem divina), como força e agilidade elevadas. Porem apesar de tão maravilhosas habilidades ainda são mortais, estando assim eles em uma linha ténue entre o humano e o divino.

Os semi-deuses geralmente se tornam heróis, realizando grandes proezas, lutando em guerras, derrotando monstros ou fundando cidades. Irônico e importante observar que apesar destes grandes atos é comum que estes bravos guerreiros tenham uma morte estupida, infantil, sem nenhuma gloria. Este é o caso de Hercules que agonizando de dor por causa de um manto dado a ele por sua esposa Djanira se suicida em uma pira funerária (porem para renascer em todo o esplendor, subindo ao Olimpo como um deus), Teseu que morre empurrado de um precipício. Jasão que morreu esmagado por uma viga de seu próprio barco enquanto dormia.

Muito a que se falar destes gloriosos guerreiros, iremos porem citar apenas alguns deles, organizando-os por sua descendencia divina.

  • Artemis / Hera / Hestia


Com exceção de Hera, todas estas deusas escolheram por vontade própria se manterem virgens e puras. Hestia por ser voltada completamente a religião e a manter a paz familiar, dedicada a as coisas do espirito e não aos prazeres carnais. Artemis ao ver o sofrimento de sua mãe Leto no parto jurou que nunca se relacionaria com homem algum para não ter que passar pelas mesmas dores. Quanto a Hera por ser a deusa dos casamentos e dos amores legítimos nunca teve relações extras conjugais embora tenha gerado sozinha e por colera a Zeus a Hefesto. Por essas razões é impossivel se falar de semi-deuses nascidos dessas trés deusas visto que nenhuma dela teve relações com mortais.

  • Zeus


O maior fertilizador, Zeus deixou um grande numero de descendentes semi-deuses, fruto de seus incontáveis amores com mortais. Os filhos de Zeus são sem sombra de duvidas os maiores heróis da mitologia grega, realizaram grandes feitos, basta citar os doze trabalhos de Hércules, ou a empreitada de Perseu para enfrentar a Medusa. Herois menos conhecidos como os troianos Castor e Polux que inclusive fizeram parte da grande expedição dos Argonautas. Como exemplos de filhas temos a celebre Helena de Troia. Os filhos do deus do olimpo nasceram para a gloria e para o esplendor.

  • Apolo


O mais famoso filho de Apolo foi o celebre herói da Tracia Orfeu. Habilidoso musico, o semi-deus tocava com maestria a lira, instrumento por sinal criado por Hermes mas que logo foi trocado com Apolo ao qual se apaixonou pelo som produzido por ela. Orfeu também fez parte da celebre expedição dos argonautas e sua participação foi essencial para a sobrevivência do grupo, pois tocando sua lira que produzia canção mais bela do que a melodia das sereias, fez com que o grupo passasse pelo cortejo dessas letais caçadoras marinhas em segurança. Quando Orfeu morreu sua cabeça foi preservada e mantida como oraculo, a premonição era uma das habilidades de seu pai Apolo, pois o próprio deus deu lições sobre os mistérios da vidência a Hermes.


  • Poseidon


Os filhos de Poseidon normalmente são seres monstruosos como o ciclope Polifemo ou o gigante Crisaor. O deus dos mares é também avo de outras monstruosidades como Tifão e Equidna, ambos seres com características de serpentes (o que faz bastante sentido sendo eles também netos de Medusa). Com certeza o filho mais celebre do deus foi o herói Ateniense Teseu, que derrotou o Minotauro. Alem destas feitas o herói também lutou contra as amazonas ao lado de Hercules, tomando inclusive uma delas como esposa. O semi-deus juntou-se a Pirritio e juntos raptaram com sucesso Helena, mas quando tentaram fazer o mesmo com Persefone no mundo dos mortos acabaram presos em seus acentos, uma armadilha letal do deus do mundo inferior.

  • Hefesto


Como filha de Hefesto podemos citar de forma mais próxima possível a bela Pandora. Criada pelas mãos habilidosas do deus a linda mortal (mortal, pois não foi fruto de uma relação com uma humana, mas sim uma criação do deus). Pandora recebeu um dom de cada um dos Olimpianos fazendo assim justo ao seu nome "a que possui todos os dons". Irônico como a jovem possui uma perfeição física e é irresistível aos mortais sendo seu pai coxo e repudiado ate mesmo entre seus familiares.

  • Hermes


Jasão é o mais conhecido filho de Hermes. Foi ele quem liderou a expedição dos Argonautas em busca do velocino de ouro. Seu sucesso todavia não teria se concretizado se não fosse a ajuda da feiticeira Medeia, filha de Hecate, em outras versões era considerada sobrinha de Circe. O semi-deus usa dos sortilégios e dos conhecimentos mágicos de sua mulher para driblar os obstáculos que se aparecem em seu caminho. Porem o filho de Hermes encontra a ruína em sua aliança. Apos ser rejeitada pelo herói Medeia trama contra o mesmo, assassinando sua futura mulher. Como analise, podemos dizer que tal como o pai Jasão procura a maneira mais inteligente e astuciosa para alcançar seus objetivos, mas por não possuir a esperteza e astucia do mesmo, e sim uma dependência por parte de sua companheira, acaba tendo um final trágico.

  • Hades


O deus quase nunca sai de seus domínios e como o mundo dos mortos é infértil  ele não consegue gerar descendentes. Alguns consideram as Erinias como suas filhas com Persefones, mas mesmo tomando essa versão como verdade não temos nenhum exemplo conhecido do deus gerando filhos com mortais.

domingo, 18 de novembro de 2012

Perseu



Talvez o maior herói grego. Perseu possui um mito vasto e maravilhoso ao qual o consagra como o assassino de uma das mais temíveis criaturas míticas  a Medusa, uma mulher com cabelos de serpente que podia petrificar qualquer um que olhasse em seus olhos. Para falar deste herói é necessário primeiro citar a historia sobre seu nascimento.

Acrisio rei de Argos soube através de uma profecia que seria morto por seu neto. O rei tinha apenas uma unica filha, a princesa Danae. Temendo a realização da profecia ele prendeu-a em uma torre e lá a deixou para morrer sem comida e sem bebida.

A mortal porem atraiu a atenção de Zeus, que como grande fertilizador adentrou na torre se metamorfoseando em chuva de ouro e fecundou a princesa, dando-lhe um filho, Perseu.

Ao saber do nascimento do garoto Acrisio novamente tenta assassinar sua filha e desta vez levar o neto junto. Colocou os dois em uma pequena embarcação e a lançou ao mar. As chances de mãe e filho sobreviverem eram pequenas, mas Zeus fez com que bons ventos soprassem e a embarcação chegou em segurança a ilha de Sirifo e foi la que ocorreu o crescimento do filho de Zeus.

Perseu cresceu como um garoto forte e bem dotado, como era comum de um semi-deus. O rei de Sirifo porem desejava possuir Danae, mas para tanto precisava se livrar de Perseu. Ele então exigiu de todos os habitantes da ilha um presente, Perseu era pobre e não tinha dinheiro para pagar mas prometeu trazer ao rei o melhor dos presentes, a cabeça da mortal Medusa.

Para que sua jornada resultasse em sucesso o semi-deus precisaria contar com a ajuda divina. Hermes o mensageiro dos deuses o emprestou suas chinelas aladas e lhe advertiu a encontrar trés ninfas que lhe dariam presentes essenciais para derrotar a medusa.

O problema consistia em saber a localização exata delas. Ninguém sabia aonde estas ninfas viviam com exceção das Greias, trés velhas sabias que possuiam apenas um olho e um dente e os dividiam entre elas. O heroi de Argos se encontrou com elas e roubando o olho exigiu saber a localização das nnfas em troca deste. Relutantes e irritadiças elas concordaram dando ao heroi a valiosa informação. Perseu jogou o olho na areia e deixou as trés irmas brigando pelo valioso pertence.

Ao encontrar as Ninfas estas o receberam com hospitalidade, e sem resistencia lhe entregaram os presentes que o ajudariam em sua missão. Uma espada magica de Zeus, o escudo dourado de Atena e por ultimo o magnifico elmo de invisibilidade de Hades.

Armado com tão magnifico equipamento o filho de Danae foi ao encontro de sua inimiga. Perseu era inteligente e sabia que se atacasse a Medusa de frente seria derrotado. Com isso em mente o heroi andou de costas usando o interior espelhado do seu escudo para se guiar (O olhar da medusa refletido não petrificava). Uma sangrenta batalha se iniciou e o filho de Zeus consegiu sair triunfante do combate, cortando  a cabeça da gorgona.

Conta-se que do sangue que escorreu da cabeça da Medusa nasceu o cavalo alado Pegaso e o gigante Crisaor.

Quando o heroi voltou a Sirifos se deparou com o casamento de sua mãe com o rei. Era que este se aproveitando da ausência do heroi resolveu se casar com Danae. Na festa de casamento também estava a Acrisio. Perseu ergueu a cabeça da gorgona e ao olha-la os dois viraram pedra, cumprindo assim a profecia de que Acrisio seria morto por seu neto.

A outras variantes do mito que contam que Perseu petrificou apenas ao rei de Serifos e mais tarde durante os jogos olimpicos o heroi ao participar da prova de arremessar o disco, lançou-o com tão infortuno que acertou a Acrisio que estava assistindo, matando-o.

Ao final de sua gloriosa vitoria Perseu colocou a cabeça da medusa em seu escudo, e devolve-lo a Atena, tornando a arma da deusa ainda mais poderosa.

Poucos sabem, mas o filho de Danae é também ancestral de outro grande heroi grego, Hercules, sendo este talvez o unico que superou o heroi de Argos.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Armas Aquiles







Uma curiosidade interessante. No filme Troia, as armas do héroi grego Aquiles são muito semelhantes as pintadas em um vaso grego antigo. Como podemos ver no elmo e escudo (que possui duas aberturas em forma de semi-circulo nas pontas).

É provavel que o as armas tenham sido feitas tomando como base as gravuras do vaso.